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15 de Abril de 2010

 

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PIB da Austrália cresce 0,9% no 4º trimestre

Crescimento foi o maior em quase dois anos e ficou em linha com as estimativas dos economistas

03 de março de 2010 | 9h 05
Danielle Chaves, da Agêcnia Estado

SYDNEY - O Produto Interno Bruto (PIB) da Austrália cresceu 0,9% no quarto trimestre do ano passado, em comparação com o terceiro trimestre, e 2,7% em relação ao mesmo período de 2008, segundo o Escritório de Estatísticas Australiano. O crescimento foi o maior em quase dois anos e ficou em linha com as estimativas dos economistas, que eram de expansão de 0,9% e 2,4%, respectivamente.

O dado confirmou que a Austrália é um dos países com crescimento mais forte e aumentou a pressão para que o governo limite os estímulos econômicos mais rapidamente. O secretário do Tesouro do país, Wayne Swan, afirmou que a economia "continua se fortalecendo, sustentada em parte pelos estímulos fiscais e cada vez mais por uma recuperação na demanda do setor privado".

O crescimento da economia reafirma a decisão do Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) de aumentar agressivamente as taxas de juros entre outubro e dezembro passados, além de apontar para novas altas no curto prazo, segundo economistas. O RBA também elevou as taxas na terça-feira, 2, citando evidências de melhora na economia.

Economistas afirmaram que os guias do crescimento foram equilibrados, sugerindo que a recuperação será sustentada. Fortes investimentos das empresas, aumento da construção, crescimento do lucro corporativo, sólidos gastos do governo e dos consumidores impulsionaram a economia no quarto trimestre.

Como o governo australiano apresenta seu orçamento para 2010/11 no início de maio, alguns economistas estão pedindo uma retirada mais rápida dos estímulos fiscais. O governo já está reduzindo o suporte às empresas e ao setor imobiliário, mas maiores cortes nos gastos podem ser necessários. "Ainda é o caso de mais aumentos nas taxas, bem como de uma redução mais agressiva dos gastos públicos", afirmou Frederic Neumann, economista do HSBC.

As informações são da Dow Jones.


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