Pilotos da Lufthansa iniciam maior greve na história da companhia
Paralisação dura quatro dias e pode afetar até 3,2 mil voos; no Brasil, impacto deverá ser baixo
MUNIQUE - Os pilotos da companhia aérea Lufthansa iniciam nesta segunda-feira, 21, a maior greve da história da companhia alemã, com paralisação de quatro dias. Cerca de 800 voos diarios serão afetados pela medida, mas no Brasil o impacto será baixo, com cerca de 8 voos (entre partidas e chegadas) afetados no período. A greve está programada para durar até às 23h59 de quinta-feira, 25.
Na manhã desta segunda, os aeroportos de Frankfurt, Düsseldorf, Munique, Hamburgo e Berlim já registravam cancelamentos e suspensões. As rotas internas eram as maiores afetadas.
A companhia prevê que a greve vai custar cerca de US$ 135 milhões, além do dinheiro perdido com a venda de passagens e com os possíveis danos à sua imagem, uma vez que até 3,2 mil voos podem ser cancelados no período. Às 8h20 (horário de Brasília), os papeis da Lufthansa na Bolsa de Frankfurt caíam 1,34%.
A greve foi convocada pela associação Cockpit e mobilizou cerca de 4 mil pilotos, que temem por um corte de vagas e tentam impedir que a companhia contrate parte de seus voos com outras empresas, por um custo mais baixo.
No site da Lufthansa, é possível ver a lista de voos mantidos durante a greve. Para as reservas feitas antes de 18 de fevereiro, a companhia informa que os clientes poderão remarcar as viagens sem custo adicional.
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