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15 de Abril de 2010

 

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Pressionada por minério de ferro e soja, inflação pelo IGP-DI sobe 1,1% em agosto

Em julho, indicador medido pela FGV registrou elevação bem menos intensa, de 0,22%

10 de setembro de 2010 | 8h 10
Alessandra Saraiva, da Agência Estado

RIO - Impulsionada por acelerações nos preços de minério de ferro (de 7,60% para 11,42%) e soja em grão (de 6,73% para 9,19%) no atacado, a inflação medida pelo IGP-DI ganhou força em agosto. É o que mostrou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 10, ao anunciar alta de 1,10% para o indicador do mês passado - sendo que, em julho, o IGP-DI subiu de forma bem menos intensa, com elevação de 0,22%. A taxa mensal do IGP-DI veio acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam uma elevação entre 0,70% e 1,05%, com mediana das expectativas em 0,90%.

Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos estados com a União. Com o resultado divulgado, o indicador acumula altas de 6,87% no ano e de 7,05% em 12 meses.

Atacado

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) subiu 1,70% no mês passado, após registrar alta de 0,34% em julho. Ao comentar o cenário da inflação atacadista no mês de agosto, a FGV também revelou a análise de preços por produtos. As mais expressivas altas de preço foram registradas em minério de ferro (11,42%); soja em grão (9,19%); e milho em grão (8,04%). Já as mais significativas quedas de preço no atacado em agosto foram registradas nos preços de leite in natura (-3,92%); feijão em grão (-10,73%) e batata-inglesa (-23,44%).

Varejo

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) continuou em queda, com taxa negativa de 0,08% no mês passado - deflação mais fraca do que a apurada em julho pelo indicador, quando caiu 0,21%.

O núcleo do IPC-DI de agosto mostrou desempenho mais fraco em agosto, e subiu 0,26% no mês passado, taxa inferior à registrada por esse tipo de indicador no núcleo anterior, referente à julho, e que subiu 0,28%. Ainda de acordo com a fundação, o núcleo, usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preço no varejo, acumula altas de 3,20% no ano e de 4,37% em 12 meses até agosto.

A FGV informou ainda que o índice de dispersão, que mede a proporção de itens com variação porcentual positiva no núcleo, subiu de 53,29% em julho para 54,61% em agosto.

Construção

Já o avanço de preços medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) perdeu força, e apresentou elevação de 0,14% em agosto, em comparação com a taxa positiva de 0,44% em julho. A FGV também informou que, entre os produtos pesquisados para cálculo da inflação da construção civil, as altas de preço mais expressivas em agosto foram registradas tijolo/telha cerâmica (1,50%); elevador (0,83%); e projetos (0,96%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,64%); tinta a base de PVA (-1,66%); e argamassa (-0,49%).

O período de coleta de preços para o IGP-DI de maio foi do dia 1º a 31 do mês passado.


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