Prévia da inflação oficial atinge 0,65% em janeiro
Com esse resultado, IPCA-15 acumula em 12 meses alta de 6,44% até este mês, abaixo do teto da meta inflacionária para este ano (6,5%)
RIO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) atingiu 0,65% em janeiro ante 0,56% em dezembro do ano passado - a mais intensa para esse índice desde maio de 2011 (0,70%).
O resultado, divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou no teto das estimativas dos analistas consultados pelo AE-Projeções, que esperavam inflação entre 0,48% e 0,65%, e foi superior à mediana das previsões (0,57%).Com este resultado, o IPCA-15 acumula em 12 meses alta de 6,44% até janeiro, abaixo do teto da meta inflacionária para este ano (6,5%).
De dezembro do ano passado para janeiro deste ano, houve fim de deflação em Transportes (de -0,08% para 0,79%). Este grupo respondeu por 0,15 ponto percentual da inflação do mês, e foi o principal responsável pela taxa maior em janeiro contra dezembro. Os preços em Transportes foram pressionados por reajustes em tarifas dos ônibus urbanos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, e dos ônibus intermunicipais em várias regiões.
Neste cenário, houve término de estabilidade nos preços de ônibus urbanos (de 0,00% para 1,13%) e inflação mais intensa nos preços de ônibus intermunicipais (de 0,02% para 2,46%). Os dois contribuíram com 0,07 ponto percentual para o IPCA-15 do mês.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 14 de dezembro a 13 de janeiro e comparados com os vigentes de 15 de novembro a 13 de dezembro de 2011. O indicador é a prévia do IPCA, usado pelo governo como referência para a meta inflacionária.
Alimentos
A inflação dos alimentos desacelerou levemente a alta na passagem de dezembro para janeiro (de 1,28% para 1,25%). Porém, mesmo com preços subindo menos, o grupo respondeu por quase a metade da taxa apurada pelo IPCA-15 de janeiro, de +0,65%, com 0,29 ponto porcentual do total, informou há pouco o IBGE.
Já os serviços relacionados aos alimentos não mostraram perda de força na inflação. Segundo o IBGE, houve aceleração da alta de preços em refeição consumida fora do domicílio, passando de 1,13% para 1,63% entre meados do mês passado e a primeira quinzena deste mês. Este segmento foi o maior impacto individual do mês, com 0,08 ponto porcentual da taxa de janeiro. Ainda segundo o instituto, houve taxas de inflação mais intensas nos preços de refrigerante (de 1,06% para 1,37%) e de cerveja (de 1,18% para 1,27%), no período.
Dos nove grupos pesquisados para cálculo do IPCA-15, cinco apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços. Além de alimentos, é o caso de Artigos de Residência (de 0,05% para -0,68%); Vestuário (de 1,10% para 0,19%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para 0,40%); e Despesas Pessoais (de 0,74% para 0,55%).
Outros três grupos mostraram aceleração da alta de preços ou fim de deflação. É o caso de Transportes (de -0,08% para 0,79%); Educação (de 0,04% para 0,39%); e Comunicação (de 0,11% para 0,37%). Já o grupo Habitação manteve a mesma taxa de inflação no período, de 0,54%.
Não-alimentos
A inflação dos itens não-alimentícios praticamente dobrou na passagem de dezembro para janeiro (de 0,34% para 0,62%), no âmbito do IPCA-15.
Segundo o instituto, além de tarifas de ônibus mais caras, houve fim de deflação nos preços de passagens aéreas (de -2,06% para +10,54%), automóvel novo (de -0,37% para +0,39%) e seguro voluntário (de -6,73% para +2,46%). Esses itens ajudaram a pressionar a inflação medida pelo indicador, no período.
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