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15 de Abril de 2010

 

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Redução no consumo de famílias reflete fim de incentivo fiscal, diz IBGE

Gastos das famílias cresceu 6,7% no 2º trimestre deste ano ante igual intervalo de 2009, contra alta de 9,3% nos três primeiros meses deste ano

03 de setembro de 2010 | 12h 22
Alessandra Saraiva, Irany Tereza e Sabrina Valle, da Agência Estado

RIO - A gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, afirmou que a desaceleração do consumo das famílias no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo trimestre do ano passado se explica pela baixa base de comparação e pelo fim de incentivos fiscais (redução do IPI) para compra de automóveis e eletrodomésticos da linha branca.

No segundo trimestre, a alta foi de 8,8% ante o segundo trimestre de 2009. Já no primeiro trimestre, na mesma base de comparação, a alta havia sido de 9%.

"Realmente houve uma pequena desaceleração da taxa de crescimento, isso teve a ver com a base de comparação. No primeiro trimestre de 2009, a gente ainda estava no meio das turbulências internacionais", afirmou.

"Há dois efeitos: a base de comparação e, neste segundo trimestre, já tinham acabado os incentivos para compra de automóveis e (produtos) da linha branca", afirmou. "Apesar disso, a gente continua tendo crescimento do alto consumo das famílias impulsionado pelo crescimento da massa salarial real, que cresceu 7,3% neste trimestre na comparação com o mesmo trimestre do ano passado".

O consumo das famílias cresceu 6,7% entre abril e junho de 2010 ante igual intervalo de 2009, contra uma alta de 9,3% nos três primeiros meses deste ano, na mesma base de comparação. Este é o vigésimo sétimo trimestre seguido que o consumo cresce. O crescimento nominal ficou em 0,8% no segundo trimestre contra trimestre anterior, o menor resultado desde primeiro trimestre de 2009, quando caiu 0,1%.

(Atualizada às 13h08)


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