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15 de Abril de 2010

 

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Renault argentina suspende 900 operários por peças barradas

O motivo da suspensão são as barreiras alfandegárias aplicadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner contra a entrada de produtos estrangeiros

07 de agosto de 2012 | 21h 53
Ariel Palacios, correspondente de O Estado de S. Paulo

BUENOS AIRES - A Renault Argentina suspendeu nesta terça-feira 900 operários de sua fábrica na província de Córdoba. O motivo da suspensão dos trabalhadores, que somente voltariam à atividade na quinta-feira, são as barreiras alfandegárias aplicadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner contra a entrada de produtos estrangeiros, entre as quais as autopeças Made in Brazil. O porta-voz do Sindicato de Mecânicos do Transporte Automotivo (Smata), Leonardo Almada, anunciou que a empresa, sem os insumos, teve que reduzir sua produção na fábrica do município de Santa Isabel.

"Os caminhões que deveriam chegar do Brasil estão paralisados na alfândega", sustentou Almada.

Há exatamente dois meses a Renault suspendeu 2 mil operários em Santa Isabel. Na ocasião, a paralisação foi provocada pela queda nas vendas argentinas ao mercado brasileiro.

Segundo a lei trabalhista argentina, os operários suspensos recebem 75% de seus salários.

Além da Renault, nos últimos meses a Fiat também paralisou suas linhas de produção diversas vezes pela falta de autopeças importadas para seus veículos.

Entre agosto e setembro representantes dos governos do Brasil e da Argentina sentarão à mesa de negociações para definir os detalhes do novo regime automotivo bilateral, que administrará o comércio de automóveis entre ambos países.

Restrições

 As restrições às importações impostas pelo secretário de comércio interior, Guillermo Moreno, e a ministra da Indústria, Débora Giorgi intensificaram-se a partir de 2008. Além das modalidades clássicas de licenças não-automáticas, valores-critério, os acordos voluntários de restrição de exportações, o governo Kirchner com frequência recorre à variante de ordens verbais para deter a entrada de produtos na fronteira. Em vários casos, quando os produtos (especialmente os alimentícios, como a polpa suína Made in Brazil) já estão dentro do país, ficam bloqueados - sem explicações - por barreiras burocráticas adicionais.

 

 





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