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15 de Abril de 2010

 

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Romarinho X Eike Batista

Em um mês, o salário do jogador teve valorização de 400%; já o empresário brasileiro viu sua fortuna cair mais de 50% com as ações da ‘família X’

29 de junho de 2012 | 16h 10
Mariana Congo, do Economia & Negócios

 


O jogador Romarinho e o empresário Eike dominaram o noticiário nos últimos dias, mas com uma diferença: enquanto um está em alta, o outro acumula perdas.

Atacante do Corinthians, Romarinho caiu no gosto da torcida depois do gol de empate no jogo contra o Boca Juniors pela Libertadores, na quarta-feira.

No final de maio, o jogador terminou o Campeonato Paulista no Bragantino ganhando R$ 10 mil. Na sequência, o time fechou seu empréstimo para o Corinthians, como reforço para a Libertadores.

Hoje, seu salário está próximo de R$ 50 mil, sem contar as bonificações por desempenho, que podem chegar a R$ 250 mil se o time conquistar o título inédito contra o Boca.

Se Romarinho fosse uma empresa, suas ações teriam acumulado alta de 400% em um único mês, considerando somente a variação do seu salário.

Na comparação com o final de 2011, quando terminou a temporada com o salário de R$ 5 mil no Bragantino, a valorização de Romarinho é de 900%. Seu contrato, em caso de uma negociação futura, prevê divisão dos direitos em 10% para o clube de Bragança Paulista, 40% para o Corinthians e 50% para seu empresário, Carlos Leite.

Eike, o maior ‘loser’

O brasileiro mais rico, segundo ranking da revista ‘Forbes’ divulgado em março, Eike Batista viu sua fortuna estimada em US$ 30 bilhões cair em mais de 50% neste mês, segundo a revista norte-americana.

Com perdas de US$ 15,5 bilhões, ele foi chamado de "maior perdedor" do ano pela revista (ou "loser", em inglês).

Eike ainda é o primeiro, mas corre o risco de perder o posto de brasileiro mais rico do planeta para Jorge Paulo Lemann, chamado de "barão da cerveja" pela ‘Forbes’.

Lemann é acionista da AB Invev (controladora da cervejaria Ambev) e do Burger King. Sua fortuna é estimada em US$ 13 bilhões, com dados atualizados pela revista em junho.

O valor das ações das empresas da "família X" de Eike Batista despencaram nos últimos dias, em especial da petroleira OGX. O mercado desconfia da real capacidade de produção de petróleo no campo Tubarão Azul. Relatórios dos bancos JPMorgan, Itaú BBA e HSBC rebaixaram as perspectivas de rendimento das ações da OGX. Neste ano, as ações da OGX acumulam queda de 62,9%.

A onda de desconfiança aos poucos contamina o valor das ações de outras empresas de Eike Batista, como a mineradora MMX, que teve queda de 17% na quinta-feira.





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