Sem acordo na cúpula, não haverá 2ª chance para Europa, diz Sarkozy
Líderes europeus tentam chegar a um acordo sobre maior integração e disciplina fiscal
MARSELHA - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quinta-feira, 7, que a Europa não terá uma segunda chance caso não consiga chegar a um acordo para mudanças no tratado da União Europeia, aumentando a integração e a disciplina fiscal.
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"Se não chegarmos a um acordo na sexta-feira, não haverá uma segunda chance", disse Sarkozy a delegados em uma conferência do Partido do Povo Europeu, em Marselha, antes de viajar para Bruxelas, onde ocorre a cúpula da UE.
A França e a Alemanha apresentaram esta semana uma proposta para alterar os tratados da UE, aumentando a fiscalização sobre orçamentos nacionais e impondo sanções automáticas contra aqueles países que descumprem os limites de déficit.
Sarkozy disse que os problemas hoje são compartilhados por todos os 17 países da zona do euro, mas que o ideal é que as mudanças nos tratados se apliquem aos 27 membros da UE. Segundo ele, como as maiores economias do bloco, França e Alemanha têm mais obrigações que os outros, e são obrigadas a convergir e trabalhar em conjunto.
O presidente francês comentou também que sérios erros foram cometidos quando o euro foi implantado, porque alguns países não estavam prontos para se unir à união monetária e agora sofrem as consequências disso. "A menos que haja uma maior solidariedade e convergência, esses países vão continuar a sofrer", comentou.
Merkel está confiante
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que está confiante que os líderes da zona do euro vão conseguir melhorar a integração dentro do bloco monetário na reunião de cúpula da União Monetária, que se realizará amanhã, em Bruxelas.
"Temos de sinalizar externamente que estamos assumindo um compromisso conjunto. Somente palavras não são suficientes porque nem sempre ficamos presos às palavras", afirmou, reiterando o apelo por mudança nos tratados.
A chanceler alemã afirmou que a moeda europeia tornou os países da zona do euro mais fortes desde sua criação, mas alertou que falhas na sua criação, como a supervisão orçamentária e as práticas concorrenciais nos diferentes países, precisam ser enfrentadas. As informações são da Dow Jones.
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