Senado dos EUA vota hoje projetos para substituir cortes de gastos
Senador democrata líder da maioria não está esperançoso sobre acordo; cerca de US$ 85 bilhões em cortes estão previstos para começar em março e vigorar até o fim do ano fiscal de 2013
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WASHINGTON - O líder da maioria no Senado norte-americano, o democrata Harry Reid, disse nesta quinta-feira que o Senado vai votar na tarde desta quinta-feira, 28, os projetos democrata e republicano que visam substituir os cortes automáticos de gastos. Reid, no entanto, não se mostrou esperançoso de que a votação provoque um acordo para evitar os cortes.
Falando no plenário do Senado, Reid afirmou que "não é tarde demais para evitar esses cortes prejudiciais", mas que os republicanos precisam aceitar uma solução "equilibrada" que inclua redução de gastos e aumento de receita. Segundo ele, porém, os republicanos permanecem "inflexíveis".
Em seguida, o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell fez críticas ao presidente dos EUA, Barack Obama, por não ter reunido os líderes do Congresso para discutir o impasse antes desta sexta-feira. Ele afirmou que a estratégia de Obama é permitir que os cortes entrem em vigor para depois "fazer com que eles doam o máximo possível" para que os norte-americanos pressionem os republicanos a cederem.
O Senado votará nesta tarde duas propostas para substituir os cortes de gastos criados pelo Congresso em um acordo para reduzir o déficit em agosto de 2011. Eles foram adiados no fim de dezembro por dois meses em uma manobra de última hora para evitar o abismo fiscal - cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que colocariam o país em recessão. Agora, cerca de US$ 85 bilhões em cortes estão previstos para começar em março e vigorar até o fim do ano fiscal de 2013, com mais US$ 110 bilhões em cortes para o ano fiscal de 2014 e para os oito anos seguintes, somando quase US$ 1 trilhão em cortes em uma década.
O projeto dos democratas prevê substituir os cortes por um pacote de US$ 110 bilhões, dividido entre US$ 55 bilhões em receita adicional com impostos e US$ 55 bilhões em reduções de gastos. Já a proposta dos republicanos exige que Obama submeta um planejamento até 15 de março, discriminando os cortes de US$ 85 bilhões de uma forma específica e direcionada, tornando os cortes mais flexíveis. Ambos precisam de 60 votos no Senado para serem aprovados, mas a expectativa é de que nenhuma seja.
O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, já afirmou que a Câmara não vai tomar medidas adicionais para evitar os cortes, nem negociar com Obama e líderes democratas do Congresso, até que o Senado aprove sua própria legislação para substituir os cortes.
Obama vai se encontrar com Boehner, McConnell, Reid e com a líder democrata da Câmara, Nancy Pelosi, nesta sexta-feira, para discutir o impasse. As informações são da Market News International.
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