Situação exige ‘medidas severas’, diz Procon-SP sobre operadoras
No primeiro semestre de 2012, Fundação recebeu 12.215 queixas sobre o setor de telefonia móvel
SÃO PAULO - Após a decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nesta quarta-feira, 18, de suspender as vendas das operadoras de telefonia móvel TIM, Oi e Claro, o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes, afirmou em nota que "situações como a que estamos vivendo exigem medidas mais severas".
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No primeiro semestre de 2012, o Procon-SP recebeu 12.215 queixas sobre o setor de telefonia móvel, número superior às 9.402 reclamações registradas no mesmo período do ano passado.
"Trata-se de medida de fundamental importância para o consumidor, que viu o veloz crescimento desse mercado, que não foi acompanhado da melhoria da prestação do serviço. O papel da agência reguladora é assegurar infraestrutura eficiente nas telecomunicações, para que o setor seja capaz de oferecer serviços adequados sem falhas", afirma Góes em comunicado.
Para o diretor executivo, a expectativa é de que a qualidade do serviço para o consumidor melhore, pois só com isso as empresas poderão voltar a atuar normalmente.
Segundo o Procon-SP, durante o primeiro semestre deste ano, a empresa campeã em número de reclamações foi a Claro, com 1.984 registros. A TIM ficou em segundo lugar, com 1.385 queixas, seguida da Oi, da Vivo e da Nextel, cada uma com, respectivamente, 996, 842 e 506 reclamações.
Multas
Em pouco mais de um ano e meio o Procon-SP autuou empresas de telefonia móvel em mais de R$ 37 milhões, em virtude de deficiências nos SACs, que se mostraram ineficientes na resolução de queixas dos clientes. A operadora mais multada foi a TIM, que teve de pagar um valor de aproximadamente R$ 11,5 milhões.
Plano de metas
O Procon-SP convocou as empresas a apresentar um plano de metas, a fim de reduzir o número de queixas, bem como aumentar o número de soluções dos casos já registrados.
A TIM, sobre a qual foram registradas 2.691 reclamações, se comprometeu a reduzir em 1% e solucionar 75% dos casos contra os 74% que consegue resolver hoje. A proposta da OI, que teve 2.448 queixas, é reduzir esse número em 2% e alcançar solução de 75% dos casos registrados pelos consumidores, contra os atuais 72%.
A Claro, por sua vez, não apresentou planos para diminuir as reclamações, mas garante que solucionará 84% dos casos. Hoje 83% são resolvidos quando intermediados pelo Procon-SP.S
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