TIR de novas obras de concessões deve ser de 1 dígito
SÃO PAULO - As novas obras que serão feitas em trechos de rodovias federais já concedidos à exploração da iniciativa privada devem ser calculadas com Taxas Internas de Retorno (TIR) de um dígito. A informação foi dada hoje pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. "Não concordarmos com dois dígitos", afirmou, ao ser questionado sobre o fato de que o governo do Estado de São Paulo estar oferecendo taxas de cerca de 12%, segundo estimativas de profissionais de mercado.
Quando uma nova obra, não prevista no edital de licitação, tem de ser feita numa estrada já privatizada, normalmente ela é realizada pela concessionária e o governo a remunera autorizando aumento no valor do pedágio ou ampliando o prazo de concessão. Esse prazo é calculado com base em uma TIR. Há alguns anos, essa TIR chegava a 20%. Hoje, em muitos casos, caiu pela metade.
Ainda de acordo com Figueiredo, o governo federal identificou 10.000 quilômetros de rodovias que podem futuramente ser concedidas à iniciativa privada. Está sendo realizado um estudo detalhado desses trechos, para verificar quais podem leiloados e quais devem ser mantidos sob poder público. Não há previsão para a conclusão desse estudo.
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