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15 de Abril de 2010

 

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Unidade do HSBC na Suíça informa roubo de dados de 15 mil clientes

Em dezembro, banco já havia informado sobre furto, mas disse saber apenas de cerca de 10 nomes afetados

11 de março de 2010 | 9h 43
Danielle Chaves, da Agência Estado

ZURIQUE - A unidade de banco privado do HSBC Holding na Suíça emitiu uma desculpa pública a seus clientes pelo roubo de dados de 15 mil pessoas, supostamente por Herve Falciani, um ex-funcionário que tinha acesso aos nomes dos clientes. "Nós lastimamos profundamente essa situação e nos desculpamos abertamente aos nossos clientes por essa ameaça à privacidade deles", declarou Alexandre Zeller, executivo-chefe da unidade suíça do HSBC.

Os dados roubados, que envolvem contas abertas no HSBC da Suíça antes de outubro de 2006, representam uma parte maior dos clientes do banco no país do que o número originalmente informado em dezembro, quando a instituição confirmou que alguns dados tinham sido roubados. Na ocasião, o banco disse que sabia de apenas cerca de 10 nomes que poderiam ter sido afetados pelo roubo. O HSBC tem cerca de 100 mil clientes na Suíça.

Falciani, que o HSBC afirmou ter sido por muitos anos um funcionário do departamento de tecnologia da informação confiável, ganhou acesso a dados confidenciais por meio do trabalho como analista técnico durante uma migração de dados. O HSBC alega que durante a migração, Falciani transferiu dados dos computadores do banco para um aparelho pessoal e, em seguida, tentou vendê-los para vários bancos do Líbano antes de fugir para a França.

Os esforços para localizar Falciani não foram bem sucedidos. O ex-funcionário do HSBC se defendeu na mídia francesa dizendo que sentia que tinha o dever cívico de destacar o papel do banco em supostas evasões fiscais por meio de contas no exterior. Zeller afirmou que Falciani nunca fez queixas ou objeções a seu supervisor.

Cópias dos dados roubados foram devolvidas ao HSBC na semana passada pelo promotor da Suíça, segundo o banco. O governo suíço informou à França que não vai ajudá-la nos esforços para investigar os evasores fiscais porque os dados foram obtidos ilegalmente.

Mesmo sem a ajuda da Suíça, os danos por causa do roubo dos dados é imenso e provavelmente haverá clientes furiosos consultando seus gerentes e advogados sobre a retirada dos fundos mantidos em contas secretas no exterior, como as oferecidas pelos bancos suíços.

Em 2009 o HSBC registrou retiradas de capital no valor de 4,1 bilhões de francos (US$ 3,8 bilhões). Autoridades suíças garantiram ao HSBC que a França não repassou os dados para oficiais de outros países. As informações são da Dow Jones.


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