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15 de Abril de 2010

 

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Vendas em supermercados têm pior desempenho desde 2005

Alta dos preços e choques de oferta levaram ao enfraquecimento do comércio nesse segmento

14 de fevereiro de 2012 | 11h 04
Alessandra Saraiva, da Agência Estado

RIO - O volume de vendas de supermercados e hipermercados subiu 4% em 2011, o resultado mais fraco desde 2005 (2,1%). Aumentos de preços dos alimentos no início do ano, por conta de commodities mais caras no primeiro semestre, aliados a problemas climáticos que originaram choques de oferta, levaram ao enfraquecimento na variação, segundo o gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira. "Como esta atividade tem o maior peso na composição do varejo restrito, isso (a alta menos intensa) segurou o avanço no volume de vendas em 2011", acrescentou o especialista. O IBGE divulgou nesta terça-feira que as vendas no varejo restrito subiram 6,7% no ano passado.

A piora no desempenho de hipermercados e supermercados também ajudou a diminuir o ritmo de avanço no volume de vendas do varejo restrito na margem, que saiu de 1,2% para 0,3% de novembro para dezembro. Somente nesta atividade houve queda de 1,7% no volume de vendas, em dezembro contra novembro.

Outro ponto destacado por Pereira foi a ascensão da nova Classe C. Ele lembrou que estas famílias, ao experimentar renda mensal mais elevada, deixam de considerar alimentos como principal item em seu orçamento doméstico, e passam a diversificar compras. Isso, na prática, diminuiu o consumo de alimentos, o que atinge em cheio as vendas de supermercados e hipermercados.

No varejo ampliado, vendas de automóveis foram as piores desde 2005

O volume de vendas de veículos, motos, partes e peças no mercado varejista ampliado subiu 6,1% no ano passado, o pior resultado desde 2005, quando fechou o ano com alta de 1,5%. Para o gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, ocorre uma "saturação" nas vendas de automóveis. No segmento do varejo ampliado, as vendas subiram 6,6% no ano passado.

Ele lembrou que muitos consumidores aproveitaram o ano de 2010 para trocar de carro, aproveitando a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos flex autorizada pelo governo naquele ano - que deixou os automóveis mais baratos. Ao longo de 2011, ficou visível o fato de que o brasileiro já tinha efetuado movimento de renovação de frota no ano anterior. "É incomum alguém trocar de carro todo o ano. O que temos agora é uma parada no consumo, um arrefecimento", avaliou.


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