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Visco pede que G-20 se fixe no crescimento

09 de junho de 2012 | 12h 17
AE - Agencia Estado

VENEZA - O presidente do banco central da Itália, Ignazio Visco, pediu neste sábado que o grupo das maiores economias do mundo, o chamado G-20, que se fixe nos compromissos para impulsionar o crescimento, de modo a evitar uma nova desaceleração global que exerceria pressão sobre um sistema financeiro já fragilizado.

"A perspectiva para as economias europeia e mundial e as condições do mercado financeiro são assustadoras", disse Visco em um discurso em evento em uma ilha próxima de Veneza. "A incerteza é muito grande", afirmou ele, referindo-se às dúvidas sobre a crise bancária na Espanha e a capacidade de Grécia de ficar na zona do euro em vista das próximas eleições.

O governo espanhol está para decidir se pedirá à União Europeia (UE) que ajude o problemático setor bancário após uma teleconferência de ministros de Finanças da zona do euro, às 11h (horário de Brasília), informou a agência local de notícias, citando fontes do governo. Os problemas desses dois países agravaram a já severa crise de dívida soberana que aflige a Europa.

Os mercados financeiros têm punido alguns ativos da zona do euro por causa do fracasso dos líderes da região para chegar a uma solução para superar a crise. Visco solicitou a rápida criação de um fundo europeu para resolução da crise bancária. Eleé a favor de um sistema único de regras e de fiscalização para o setor financeiro da Europa, com garantias necessárias para evitar o pânico e a subsequente fuga de capital.

"Ao mesmo tempo, é preciso resistir à renacionalização dos sistemas financeiros", afirmou o presidente do BC italiano. Visco encorajou reformas na Europa em nível supranacional para promover o crescimento. "Em particular, a reforma da governança econômica deve ser acelerada, de modo a romper a ligação entre o risco soberano e o risco bancário", disse ele. "Isso exigirá medidas corajosas em direção à união fiscal e financeira."

Para Visco, a emergência na Itália ainda não acabou e o país precisa de reforma estrutural para fazer a economia voltar a crescer. Os países emergentes, segundo ele, devem impedir uma desaceleração excessiva, enquanto os Estados Unidos devem evitar um aperto fiscal acentuado e a Europa deve tornar as reformas de âmbito supranacional. As informações são da Dow Jones.



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