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Apesar da alta do juro, inflação para 2013 fica acima da meta em ata do Copom

Na semana passada, o Copom elevou o juro básico para 10% ao ano; para a gasolina, a projeção é de alta de 5% em 2013

05 de dezembro de 2013 | 9h 01
Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado

BRASÍLIA - A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira, 5, pelo Banco Central, revelou que todas as projeções para a inflação da instituição seguem acima do centro da meta determinada para este ano, de 4,5%, ainda que algumas taxas tenham ficado menores. A ata é divulgada após uma semana da reunião do Copom, que em seu último encontrou elevou o juro básico Selic para 10% ao ano.

No cenário de referência, que considera Selic e dólar estáveis por "todo horizonte relevante", a expectativa para o IPCA de 2013 diminuiu em relação ao valor considerado na última reunião, porém, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas com analistas de mercado às vésperas do Copom, a projeção de inflação para 2013 também diminuiu ante outubro, mas igualmente permanece acima da meta para a inflação.

Para 2014, a projeção se manteve estável no cenário de referência e recuou no de mercado, em relação aos valores considerados na ata anterior. Nos dois casos, porém, as estimativas seguem acima da meta de 4,5%. Para o terceiro trimestre de 2015, nos dois cenários, a inflação se posiciona acima da meta, como já indicava o documento anterior.

Na ata, o Copom destacou que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter "especialmente vigilante". Isso, de acordo com o documento, é importante para minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária.

"Ao mesmo tempo, o Comitê pondera que a transmissão dos efeitos das ações de política monetária para a inflação ocorre com defasagens", salientaram os diretores. A ata também informa que o Copom "apropriada" a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso.

Gasolina. O Copom manteve a projeção para a alta da gasolina em 5% em 2013. Apesar do anúncio de aumento do preço do combustível feito no último dia 29 de novembro pela Petrobrás, de 4%, o documento divulgado pelo BC teoricamente foi escrito antes desse episódio.

Vale lembrar que, em 30 de setembro, o diretor de política econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, informou que, até agosto, a alta da gasolina foi de 2,15%, segundo cálculos da instituição. Ele não quis bancar o aumento que ainda faltaria para o ano - considerando a projeção total de 5% e o efetivo de 2,15% até então. "A projeção do Banco Central vale de 1 de janeiro a 31 de dezembro. Essa é uma hipótese de trabalho, é um cenário com o qual o BC trabalha, assim como temos para câmbio e para taxa de swap", mencionou.

Câmbio. O Copom aumentou a projeção com a qual trabalha para o câmbio em seu cenário de referência, aquele que considera variáveis como Selic e dólar estável por um período de tempo específico ou "todo horizonte relevante". De acordo com a ata da reunião do Copom que decidiu elevar a taxa básica de juros de 9,50% para 10,00% ao ano, a projeção considerada para o dólar passou de R$ 2,20 para R$ 2,30. O documento do encontro, que ocorreu na quarta-feira da semana passada, foi divulgado há pouco pelo Banco Central.

Naquele dia da decisão do BC, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,3180. No encontro do Copom de julho, o colegiado trabalhava com uma taxa de câmbio de R$ 2,25 e, no de agosto, subiu a cotação de referência para R$ 2,40. No documento de outubro, o comitê usou uma cotação menor, de R$ 2,20. Já no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que o BC divulgou em setembro, o Copom já tinha reduzido a taxa para R$ 2,35.

Durante entrevista para detalhar o RTI, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, salientou que a cotação do dólar responde a um sem-número de informações. "O câmbio é flutuante: um dia está subindo, no outro dia, caindo, e depois parado. É bom que não deixe de flutuar", comentou na ocasião.

Segundo o último relatório de mercado Focus, o dólar deve encerrar 2013 cotado a R$ 2,30. O BC passou a adotar como referência uma taxa básica de juros de 9,50% ao ano, segundo a ata desta quinta-feira. Na ata anterior, a Selic levada em consideração era de 9% ao ano.





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