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Brics se unem para defender tarifas

 Grupo se une contra proposta dos países ricos de congelar as tarifas de importação

14 de dezembro de 2011 | 23h 00
Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

GENEBRA - Os países do Brics mostram força e se unem para rejeitar a proposta das economias ricas de congelar as tarifas de importação. Ontem, em Genebra, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul declararam que querem manter o direito de elevar tarifas e adotar medidas protecionistas para desenvolver suas políticas industriais, num claro sinal do impacto da crise mundial na mudança radical do comportamento dos governos.

Nesta quarta-feira, 14, a OMC abre sua conferência ministerial, numa das reuniões mais esvaziadas da história. Distante de um cenário em que se debaterá a liberalização do comércio, a crise internacional transformou o evento numa batalha de países por manter seus direitos de se proteger contra a concorrência estrangeira.

Na véspera do encontro, a China anunciou barreiras a carros americanos, acusando Washington de dumping. Nesta quarta, será a vez de o decreto no Brasil entrar em vigor, beneficiando a produção local de veículos. As medidas vão no sentido contrário do que pedem americanos e europeus e são um banho de água fria nas esperanças do diretor da OMC, Pascal Lamy, de renovar seu mandato para negociar uma queda de barreiras pelo mundo.

Um grupo de 50 países liderados por Austrália, Europa, Japão e Estados Unidos vai propor que todos os países se comprometam a não elevar tarifas de importação, como forma de evitar que a crise se aprofunde. Ontem, os Brics fizeram questão de se unir para rejeitar a ideia.

"Estamos comprometidos a resistir às forças protecionistas, mas sempre mantendo o espaço para políticas", afirmou o chanceler Antonio Patriota, que presidiu a reunião dos ministros dos Brics.

O "espaço para políticas" se refere à autorização que a OMC dá a países para que elevem tarifas até um patamar preestabelecido. O Brasil, por exemplo, aplica uma tarifa média de 12%. Mas, pela lei, tem o direito de incrementa-la a 35%, sem ferir as regras. Nos últimos meses, o Brasil já promoveu essa elevação em mais de 900 produtos.

Rob Davies, ministro do Comércio sul-africano, alertou que o congelamento de tarifas bloquearia a capacidade de atuação dos países emergentes, enquanto abre as portas para que os países ricos continuem subsidiando suas exportações e suas empresas locais. Para os Brics, subsídios agrícolas também devem ser considerados como uma forma de protecionismo.

Mas a aliança entre os Brics seria mais frágil do que se poderia imaginar. Ontem os chineses criticaram as barreiras brasileiras no setor automotivo e agrícola. Momentos depois da conferência de imprensa que tinha como meta mostrar a união entre os Brics, ministros do Brasil e da África do Sul entraram em uma sala para falar do protecionismo mútuo que os afeta. Pretória se queixa das barreiras impostas pelo Brasil ao vinho sul-africano, enquanto o Itamaraty se queixa do bloqueio à carne suína.





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