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15 de Abril de 2010

 

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Fed sinaliza mais disposição para agir

Apesar de indicar que irá adotar novas medidas, banco central dos EUA não anunciou nova rodada imediata de compra de bônus ou intervenções na política monetária

01 de agosto de 2012 | 16h 09
Ricardo Gozzi, da Agência Estado

WASHINGTON - O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve Bank norte-americano sinalizou com mais ênfase que irá adotar novas medidas para estimular a economia conforme seja necessário, mas a reunião encerrada nesta quarta-feira não resultou em uma nova rodada imediata de compra de bônus ou em outras possíveis ações de política monetária.

Os diretores do Fed manifestaram uma preocupação maior com as perspectivas para a economia dos Estados Unidos e sugeriram com um pouco mais de ênfase que estão mais próximos de adotar novas ações à medida que continuam a monitorar a frágil recuperação econômica do país.

Recentemente, resultados ruins nos próximos relatórios de emprego, a desaceleração acentuada da economia no segundo trimestre e a queda da inflação passaram a alimentar expectativa em que o Fed venha a adotar novas medidas de estímulo no segundo semestre.

"O comitê irá monitorar de perto as informações que chegam sobre as situações econômica e financeira e oferecerá relaxamento adicional conforme o necessário para promover uma recuperação econômica mais forte e uma melhora sustentada das condições do mercado de trabalho em um contexto de estabilidade de preços", diz o comunicado divulgado pelo Fomc ao término de sua reunião de dois dias.

Diretores do Fed já cortaram suas projeções para o crescimento da economia este ano e hoje deram mais sinais de preocupação. O banco central norte-americano notou que a atividade econômica "desacelerou um pouco na primeira metade deste ano". Isto difere da análise feita em junho, quando os integrantes do Fomc consideravam que a economia estava em expansão moderada.

Hoje, 11 dos 12 membros do Fomc votaram pela manutenção das políticas acomodatícias da autoridade monetária. O presidente do Fed regional de Richmond, Jeffrey Lacker, votou contra a decisão de hoje porque "preferiria omitir a descrição do período de tempo pelo qual as condições econômicas provavelmente permitirão" a manutenção de taxas de juro extremamente baixas. Lacker foi uma voz dissonante em todas as cinco reuniões de política monetária realizadas este ano.

O Fed tem afirmado desde janeiro que pretende manter as taxas de juro de curto prazo em "níveis excepcionalmente baixos" pelo menos até o fim de 2014. Com as taxas de juro muito próximas de zero desde dezembro de 2008, o Fed tem recorrido a ações pouco convencionais de política monetária com o objetivo de estimular gastos e investimentos. A próxima reunião do Fomc, o comitê de política monetária do Fed, ocorrerá nos dias 12 e 13 de setembro. As informações são da Dow Jones.





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