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Fluxo cambial fica positivo em US$ 2,5 bi em novembro, após 5 meses negativo

Em outubro, havia sido registrado o maior fluxo negativo do ano, de US$ 6,2 bilhões

04 de dezembro de 2013 | 12h 55
Eduardo Cucolo - Agência Estado

BRASÍLIA - Novembro foi um mês de muita volatilidade do fluxo cambial, mas acabou registrando um resultado positivo de US$ 2,540 bilhões, conforme informou o Banco Central. Na semana de 11 a 14 de novembro - dia 15 foi feriado - as saídas de recursos superaram as entradas em US$ 3,3 bilhões, o maior envio de dólares do ano. Já na semana seguinte (18 a 22), o Brasil registrou o segundo maior fluxo positivo de dólares do ano em apenas cinco dias úteis, no valor de US$ 4,5 bilhões, atrás apenas dos US$ 6,5 bilhões registrados na semana encerrada em 17 de maio.

Com o resultado de novembro, rompe-se a trajetória de cinco meses consecutivos em que as saídas de dólares superaram as entradas. Para se ter uma ideia, em outubro foi registrado o maior fluxo negativo do ano, de US$ 6,200 bilhões. Montante tão grande que se esvaiu do País foi visto apenas em dezembro do ano passado, quando as remessas somaram US$ 6,755 bilhões.

Desde o início do ano, o fluxo só foi positivo nos meses de março (US$ 391 milhões), abril (US$ 3,515 bilhões) e maio (US$ 10,755 bilhões). Em todos os outros, a conta fechou no vermelho, com a maior saída, até então, sendo verificada em agosto (US$ 5,850 bilhões) e a menor, em fevereiro (US$ 105 milhões). As operações financeiras responderam pela saída líquida de US$ 1,697 bilhão em novembro, diferença entre ingressos de US$ 36,145 bilhões e retiradas de US$ 37,842 bilhões. No comércio exterior, o saldo foi positivo em US$ 4,237 bilhões no período, com importações de US$ 17,402 bilhões e exportações de US$ 21,638 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 2,403 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 4,551 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 14,684 bilhões de outras entradas.

A saída de dólares do País superou a entrada em US$ 1,288 bilhão na semana passada, informou o Banco Central. Entre os dias 25 e 29 de novembro, o saldo ficou negativo em US$ 2,460 bilhões no segmento financeiro, que reúne operações como investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras. O valor é a diferença entre entradas de US$ 7,103 bilhões e saídas de US$ 9,563 bilhões no período. No comércio exterior, por outro lado, o saldo ficou positivo em US$ 1,172 bilhão, com importações de US$ 4,277 bilhões e exportações de US$ 5,449 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 725 milhões em ACC, US$ 1,177 bilhão em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 3,547 bilhões em outras operações.

Acumulado do ano. O fluxo cambial está negativo em US$ 3,481 bilhões no acumulado do ano até o fim de novembro. Nos nove primeiros meses do ano, o saldo ficou positivo em US$ 2,238 bilhões, mas houve uma reversão da tendência em setembro, que acabou sendo acentuada em outubro. O saldo acumulado de janeiro a novembro é resultado de um total positivo de US$ 13,017 bilhões no segmento comercial e negativo em US$ 16,498 bilhões na área financeira. No mesmo período de 2012, o fluxo total estava positivo em US$ 4,876 bilhões.

Os representantes do BC têm minimizado a reversão dos números para o terreno negativo e asseguram que não há fuga de capitais do País mesmo com a maior parte das retiradas sendo da área financeira. No encerramento do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 16,7 bilhões. Em 2011, a quantia de US$ 65,3 bilhões tinha sido a melhor desde 2007 e, em 2010, o resultado havia sido de US$ 24,3 bilhões. Em 2009, o saldo voltou a ser positivo (US$ 28,7 bilhões), depois de registrar saídas de US$ 938 milhões em 2008.

Base monetária. A base monetária encerrou o mês de novembro com expansão de 2,1%, na comparação com outubro, na ponta, alcançando R$ 215,547 bilhões no fim do mês passado ante R$ 212,504 bilhões de outubro. Já pelo conceito da média diária de dias úteis, a base atingiu R$ 221,547 bilhões na média diária no mês passado ante total de R$ 221,863 bilhões visto em outubro, ficando também com alta de 2,1%. A base monetária é a soma do total de papel moeda emitido com as reservas bancárias registradas pelas instituições financeiras. O BC não informou o porcentual de crescimento no acumulado de 12 meses nos dois casos.





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