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15 de Abril de 2010

 

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Inflação de fevereiro desacelera com energia elétrica mais barata

Variação ficou em 0,60% no mês, ante 0,86% em janeiro. Em 12 meses, IPCA está em 6,31% e se aproxima do teto da meta

08 de março de 2013 | 9h 13
Daniela Amorim, da Agência Estado

RIO - A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro em 0,60%, ante 0,86% em janeiro. Segundo os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, a alta é de 1,47%. Já em 12 meses até fevereiro chega a 6,31%, uma variação acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, e quase no teto, de 6,5%.O recuo da inflação é resultado, em grande parte, da redução das tarifas de energia elétrica, que ficaram 15,17% mais baratas em fevereiro, dentro do IPCA. O movimento reflete boa parte da redução de 18% no valor das tarifas em vigor desde 24 de janeiro.

Com peso de 3,18%, o item energia elétrica deu uma contribuição de -0,48 ponto porcentual no IPCA de fevereiro. Junto com a queda de 3,91% verificada no índice de janeiro, as contas de energia elétrica ficaram 18,49% mais baratas em 2013.

A redução do valor das contas de energia elétrica dentro do IPCA mais do que compensou os expressivos aumentos registrados no aluguel (2,26%) e no condomínio (1,33%) em fevereiro. Como resultado, o grupo Habitação registrou deflação de 2,38% no mês, com impacto de -0,35 ponto porcentual sobre o IPCA do período. Em janeiro, o grupo Habitação já tinha registrado queda de preços de 0,20%.

Vale destacar que, dentro dos bens e serviços monitorados, do qual a energia elétrica faz parte, os combustíveis ficaram mais caros. O aumento de 4,10% na gasolina resultou em uma contribuição positiva de 0,16 ponto porcentual no IPCA, enquanto que a alta de 3,72% no óleo diesel significou uma contribuição de apenas 0,0047 ponto porcentual na inflação do mês.

"Nada vai anular a queda de energia. Se ela não existisse, a inflação seria maior ainda. As contas de energia mais baratas são fato. O que vier a mais ou a menos é o que veio", lembrou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Educação pesa no começo do ano

Entre os grupos que compõem o IPCA, a maior variação veio de Educação, com alta de 5,40%. O impacto do grupo foi de 0,24 ponto porcentual sobre a taxa de 0,60% do IPCA de fevereiro, como resultado dos reajustes do início do ano letivo. As mensalidades dos cursos regulares subiram 6,91% no período, o que resultou no item de maior impacto individual no IPCA do mês, com uma contribuição de 0,19 ponto porcentual.

"Nesse IPCA temos dois resultados pontuais. Educação, que praticamente não muda ao longo do ano, é um aumento pontual, exercendo pressão sobre fevereiro, sazonal. No caso da Habitação, também é uma queda pontual, da energia elétrica, mas é uma queda estrutural. O nível de preços das tarifas elétricas foi reduzido, baixou e foi mudança de nível. Os reajustes que vierem serão em cima desse nível, que já foi reduzido", apontou Eulina.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, avaliou que o IPCA de fevereiro veio um pouco acima do esperado, mas foi mais baixo em relação a janeiro. Segundo ele, a expectativa é de que a inflação vá caindo gradualmente ao longo do ano, principalmente quando começar a ser transmitida para a inflação a queda recente dos índices de preços das commodities.

Tomate ainda é o vilão

O tomate continua como um dos vilões da inflação. Em fevereiro, o preço do produto subiu 20,17% devido a problemas climáticos. Em janeiro, o tomate já havia aumentado 26,15%, totalizando um avanço de 51,60% apenas nos dois primeiros meses de 2013. Outros produtos que ficaram mais caros, no mesmo período, foram cenoura, açaí, farinha de mandioca, cebola, feijão-fradinho, batata inglesa, feijão-carioca, hortaliças e verduras, frango em pedaços, entre outros.

"Alimentação continua pressionando muito, mesmo tendo desacelerado em relação ao ano anterior", afirmou Eulina. No resultado do mês, o grupo passou uma variação positiva de 1,99% em janeiro para uma alta de 1,45% em fevereiro. Apesar da desaceleração, o grupo ainda deu a maior contribuição para o IPCA, com um impacto de 0,35 ponto porcentual na taxa de 0,60%.





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