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Inflação oficial sobe 0,54% em novembro, calcula IBGE

Empregado doméstico, energia elétrica e passagens aéreas contribuíram na alta do IPCA; no acumulado do ano, o indicador avança 4,95% e em 12 meses, 5,77%

06 de dezembro de 2013 | 9h 00
Economia & Negócios, Daniela Amorim e Renan Carreira, da Agência Estado

SÃO PAULO - A inflação oficial do País medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,54% em novembro, ficando apenas 0,03 ponto porcentual abaixo da taxa registrada em outubro (0,57%), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de uma taxa de 0,52% a 0,70%. 

No acumulado do ano, a alta é de 4,95% e em 12 meses, de 5,77%, acima do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. A taxa em 12 meses foi a menor registrada desde novembro de 2012, quando o IPCA acumulado havia ficado em 5,53%. Também é a primeira vez que a inflação este ano fica abaixo do registrado no fim do ano passado (5,84%), resultado que o Banco Central tem prometido entregar.

O resultado do IPCA foi divulgado um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter divulgado a ata sobre a último reunião do grupo, que elevou a taxa básica de juros Selic para 10% ao ano. Segundo o Copom, apesar da alta do juro, a inflação em 2013 deve ficar acima da meta do governo.

A desaceleração na inflação oficial na passagem de outubro para novembro foi puxada pela redução no ritmo de aumento de preços dos alimentos. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma taxa de 1,03% em outubro para uma variação de 0,56% em novembro. Alimentos importantes na cesta básica do brasileiro ficaram mais baratos, como o arroz e o feijão. Em novembro, o preço do arroz caiu 1,04%, enquanto o do feijão recuou 7,96%.

Os aumentos de preços em três itens em novembro foram responsáveis pelo maior impacto sobre a alta do IPCA no mês: empregado doméstico, energia elétrica e passagens aéreas. Cada um contribuiu com 0,04 ponto porcentual para a taxa do IPCA, empatando em primeiro lugar no ranking de maiores influências.

Em novembro, o aumento da despesa com empregado doméstico foi de 0,97%. A energia elétrica ficou 1,63% mais cara, enquanto as passagens aéreas subiram 6,52%.

 

Projeção. A consultoria Rosenberg & Associados estima que o IPCA deve acelerar da taxa de 0,54% em novembro para 0,81% em dezembro. O economista Fernando Parmagnani, da Rosenberg, justificou a projeção de avanço do índice dizendo que, no próximo mês, entrará na conta o reajuste de combustíveis anunciado pela Petrobrás na última sexta-feira, 29. "Isso pode adicionar 0,11 ponto porcentual no IPCA", disse ele. Na divulgação de novembro, o IBGE informou que os preços dos combustíveis subiram, mas ainda não foram impactados pelo reajuste.

Parmagnani observou que dezembro deve ser impactado pelos reajustes de energia elétrica, água e esgoto e cigarro. O economista disse ainda que os grupos Vestuário e Alimentação devem acelerar em razão da sazonalidade de fim de ano. "Por questão de safra, também pode haver impacto maior do etanol no índice de inflação."

A Rosenberg esperava que o IPCA de novembro registrasse alta de 0,59% ante o avanço de 0,54% divulgado pelo IBGE. Parmagnani destacou a queda do grupo Alimentação, de 1,03% em outubro para 0,56% em novembro. "No caso das carnes, a taxa de variação recuou de 3,17% para 0,92% entre os dois períodos." O economista citou ainda a desaceleração, de 0,81% para 0,38%, do item artigos de residência. "A baixa foi puxada por produtos eletrônicos. Talvez tenha relação com a Black Friday, mas teria de investigar melhor." A Rosenberg espera que o IPCA encerre 2013 em 5,8%.





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