IPC-S acelera e fica em 0,22% na segunda prévia de julho
O grupo Alimentação foi o que teve maior inflação no período, segundo a FGV
SÃO PAULO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou em 0,22% na segunda quadrissemana de julho, 0,03 ponto porcentual acima do registrado na quadrissemana anterior (0,19%).
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Entre as oito classes analisadas, quatro aceleraram as altas e uma teve deflação menos intensa. O grupo Alimentação foi destaque, passando de 0,84% na quadrissemana anterior para 0,96% agora. O grupo Habitação acelerou de 0,13% para 0,16%; Despesas Diversas saiu de 0,01% para 0,34% e Comunicação passou de 0,03% para 0,12%. O grupo Transportes reduziu a variação negativa, de -0,54% para -0,46%.
A inflação perdeu força nos grupos Saúde e Despesas Pessoais, de 0,36% para 0,31%, e Educação, Leitura e Recreação, de 0,23% para 0,16%. Já Vestuário ampliou a deflação, passando de -0,06% para -0,50%.
Tomate
No topo da lista das maiores pressões de alta na inflação medida pelo IPC-S da segunda quadrissemana de julho, que chegou a 0,22%, está o tomate. O item acelerou a alta de 17,71% na quadrissemana imediatamente anterior para 35,35% na leitura mais recente.
A tarifa de ônibus urbano, apesar de ter desacelerado de 2,00% na quadrissemana encerrada no dia 7 para +1,37% na leitura de hoje, continua entre os itens com mais influência positiva no índice semanal. Na sequência, vêm as refeições em bares e restaurantes, que passaram de +0,57% para +0,61%, o condomínio residencial (de 0,84% para 0,99%) e plano e seguro de saúde (de 0,54% para 0,55%), todos no mesmo período avaliado.
Já os automóveis novos e usados continuam encabeçando a lista dos itens que pressionaram negativamente o IPC-S, porém com menos força do que o apresentado na leitura anterior. No índice da quadrissemana encerrada no dia 7, os veículos novos registraram deflação de 3,20%, passando para -1,92% na leitura atual. Já os automóveis usados passaram de -2,56% para -2,55%. Na sequência, estão a tarifa de eletricidade residencial, que passou de -0,70% para -0,65%, a gasolina (de -0,45% para -0,66%) e o etanol (de -1,40% para -1,73%).
No grupo Alimentação, que foi destaque no IPC-S desta semana, o item hortaliças e legumes variou de 8,54% para 12,29%. A variação do grupo Transportes foi influenciada pelos automóveis novos, na segunda quadrissemana de julho.
Nos outros grupos, os destaques foram: tarifa postal (4,86% para 6,91%), em Despesas Diversas; tarifa de telefone residencial (0,12% para 0,38%), em Comunicação; mão de obra para reparos em residência (0,77% para 1,16%), em Habitação; roupas (-0,33% para -0,61%), em Vestuário; passagem aérea (-1,56% para -2,46%), em Educação, Leitura e Recreação; e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,13% para -0,06%), em Saúde e Cuidados Pessoais.
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