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Prévia da inflação de junho sobe 0,18%

 Automóveis e combustíveis foram os responsáveis pela desaceleração da inflação do IPCA-15

21 de junho de 2012 | 9h 03
Daniela Amorim, da Agência Estado

RIO - A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,18% em junho, após subir 0,51% em maio. O resultado, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,20% e 0,35%, com mediana de 0,29%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 2,58% no ano e de 5,00% nos últimos 12 meses até junho.

A principal contribuição para a desaceleração do IPCA-15 veio do grupo Transportes, cuja variação passou de -0,25% para -0,77%. O IBGE considera que com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a partir de 21 de maio, os preços dos automóveis novos caíram 3,50%, com impacto de -0,12 ponto porcentual, o mais baixo no mês.

Com isso, foi influenciando também o mercado de usados, cujos preços ficaram 2,62% mais baratos, com impacto de -0,04 ponto. A redução dos preços de carros novos e usados juntos causou impacto de -0,16 ponto porcentual no índice deste mês.

Ainda no grupo Transportes, contribuíram para a desaceleração do IPCA-15 as variações dos preços do etanol (-1,51%), por causa da baixas cotações da cana-de-açúcar, e da gasolina (-0,37%).

Alimentos

Apenas a alta de preços do grupo Alimentos, de 0,66% em junho, superou a variação de maio, de 0,62%, entre os grupos que compõem o IPCA-15. Fatores climáticos favoreceram o aumento de preços dos alimentos, como do tomate (19,48%), cebola (16,22%), batata inglesa (6,70%), hortaliças (3,29%), óleo de soja (3,20%) e arroz (2,02%).

O IBGE destacou como os principais impactos positivos para a formação do IPCA-15 de junho os itens tomate, aluguel residencial (0,68%), refeição em restaurante (0,57%) e taxa de água e esgoto (2,26%). Entre os itens em queda, os destaques foram mobiliário (-0,65%), telefone fixo (-0,54%), gás de botijão (-0,42%) e cigarro (-0,72%).

Quanto aos índices regionais, a região de Porto Alegre apresentou resultado com sinal negativo (-0,12%), sob influência dos automóveis novos (-5,77%) e usados (-6,26%).

O maior índice foi o de Salvador (0,53%), embora inferior a maio (0,80%). Em Recife, a variação foi de 0,48%; Belém, 0,47%; Belo Horizonte, 0,34%; Goiânia, 0,33%; Brasília, 0,12%; Rio de Janeiro, 0,11%; São Paulo, 0,10%; Fortaleza, 0,08%; e Curitiba, 0,04%.

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de maio a 13 junho e comparados com os do período de 14 de abril a 14 de maio.





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