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15 de Abril de 2010

 

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Venda de materiais de construção tem nova queda e setor diminui projeções

Vendas caíram 9% em junho na comparação com maio e tiveram baixa de 8% ante o mesmo mês de 2011

05 de julho de 2012 | 15h 54
Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - As vendas de materiais de construção no varejo voltaram a apresentar resultados negativos em junho, levando o setor a diminuir pela segunda vez suas projeções de crescimento para 2012.

De acordo com pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), as vendas caíram 9% em junho na comparação com maio e tiveram baixa de 8% ante o mesmo mês de 2011. No ano, as vendas recuaram 3,5%, e no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, a queda foi de 6%.

Após os resultados negativos, a Anamaco diminuiu a estimativa de crescimento das vendas de 4% para 3% em 2012 na comparação com 2011. Esta foi a segunda redução das projeções feita pela entidade, que inicialmente previa uma expansão das vendas na ordem de 8%. Em 2011, o varejo de material de construção cresceu 4,5% ante 2010, atingindo um faturamento de R$ 52 bilhões.

"A perspectiva já não é mais tão otimista em relação a 2012, pois a desaceleração nas compras já não é sazonal", afirmou em nota Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "Ela se transformou em uma tendência pelos resultados ruins obtidos no primeiro semestre".

Conz atribuiu o resultado ruim das vendas no varejo de materiais de construção à falta de crédito e de taxas atraentes no mercado. "Os consumidores não estão encontrando as taxas mais baixas", disse. Ele também afirmou ver um "terrorismo" na divulgação de informações sobre os níveis de inadimplência no mercado brasileiro, o que, segundo ele, não estão relacionados ao setor de materiais de construção.

O presidente da Anamaco acrescentou que o setor ainda aguarda a liberação da Linha de Financiamento a Materiais de Construção (Fimac), que usa recursos do FGTS. A linha foi lançada pelo governo federal no início do ano, com juros de 1% ao mês, mas ainda não entrou em operação devido a entraves burocráticos.

Dos 13 segmentos contemplados no estudo, fechaduras (-6%), metais sanitários (-5%), argamassas (-4%) e tubos e conexões de pvc (-3%) foram os que apresentaram maior diminuição de vendas. Já os setores de cimento e telhas de fibrocimento permaneceram estáveis.





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