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Adolescente diz que queimou boca ao consumir suco Ades

Ele alega que não chegou a engolir o produto, mas mesmo assim sofreu vários ferimentos no interior da boca

19 de março de 2013 | 13h 55
Rene Moreira, especial para O Estado de S.Paulo

FRANCA - A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) apura um caso de lesão contra um adolescente de 17 anos que diz ter queimado a boca ao consumir o suco Ades. Ele alega que não chegou a engolir o produto, mas mesmo assim sofreu vários ferimentos no interior da boca. A família constituiu uma advogada que acompanha o caso, registrado há dez dias, mas que somente agora foi divulgado. Amostras do produto foram recolhidas pelo Instituto de Criminalística para exames.

 - Divulgação
Divulgação

A Unilever disse que não comenta caso a caso e que o problema limita-se às 96 unidades produzidas em Pouso Alegre. Reitera, ainda, que já identificou a causa do problema de qualidade e implementou as medidas corretivas correspondentes. De acordo com a empresa, foram retiradas do mercado todas as unidades produzidas na linha TBA3G, que seria a única a apresentar risco.

Funcionários da Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais e da Municipal de Pouso Alegre estiveram  na segunda-feira na fábrica da Unilever em Pouso Alegre fiscalizando a linha de produção dos sucos de soja Ades. A fiscalização ocorreu após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e consumo, em todo o território nacional, de todos os lotes com a inicial AG dos produtos Ades produzidos no local.

Os fiscais passaram o dia vistoriando todo o sistema de trabalho no local, mas o resultado da fiscalização ainda não foi divulgado. Segundo a Anvisa, a punição aos produtos se deve "por suspeita de não atenderem às exigências legais e regulamentares" do órgão. A Unilever disse, em nota, que a linha de produção que foi suspensa é apenas uma das 11 de fabricação do Ades.

A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça convocou a Unilever a comparecer em audiência que será realizada na tarde de terça com a presença da Anvisa.

A Fundação Procon-SP esclarece, em nota, que o consumidor que possui a nota fiscal da compra dos sucos Ades contaminados com material de limpeza pode trocar o produto ou ser ressarcido no local da compra. Caso não tenha a nota fiscal, o consumidor deve entrar em contato com a Unilever.



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