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15 de Abril de 2010

 

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Após recordes, arrecadação de impostos perde fôlego em junho

Arrecadação teve queda real de 6,55% em junho ante mesmo mês de 2011, e somou R$ 81,1 bi; em relação a maio, apresentou um crescimento de 3,94%

24 de julho de 2012 | 14h 57
Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado

BRASÍLIA - Depois de meses sucessivos de recordes, a arrecadação da Receita Federal em junho perde fôlego e sente os efeitos da desaceleração do crescimento brasileiro. Os dados da Receita, divulgados nesta terça-feira, 24, mostram pela primeira vez no ano uma queda real da arrecadação, indicando um cenário mais difícil para o governo. A arrecadação teve uma queda real (com correção pelo IPCA) de 6,55% em junho ante junho de 2011, e somou R$ 81,107 bilhões. Em relação a maio, apresentou um crescimento de 3,94%.

Entre as razões apresentadas pela Receita para o desempenho fraco da arrecadação está a queda de 4,26% da produção industrial em junho ante o mesmo mês do ano passado. O desempenho fraco da indústria tem efeitos na arrecadação dos impostos, o que ficou mais evidente no resultado divulgado hoje.

A Receita também colocou na lista de razões para o desempenho favorável da arrecadação a queda de 5,87% do valor em dólar das importações.

No semestre, a arrecadação também mostra desaceleração do ritmo de crescimento. O crescimento das receitas administradas pela Receita Federal (que exclui taxas e contribuições cobradas por outros órgãos), que chegou a bater de 6,68% em março, caiu agora para 3,04% de janeiro a junho.

Abaixo das expectativas

A arrecadação de junho ficou abaixo da mediana das projeções dos analistas consultados pelo AE Projeções, de R$ 82,9 bilhões. O intervalo das estimativas ia de R$ 80 bilhões a R$ 88 bilhões.

No ano, a arrecadação de impostos e contribuições federais apresenta um crescimento de 3,66%, em relação a igual período de 2011.

O crescimento da arrecadação no primeiro semestre de 2012, de 3,66% já está abaixo da previsão da Receita Federal, que é entre 4% e 4,5% este ano. A previsão da Receita, no entanto, não contempla a revisão de crescimento do PIB, este ano, de 4,5% para 3%, conforme divulgado no relatório de Receitas e Despesas do Ministério do Planejamento.

Desde março deste ano a arrecadação vem desacelerando. No acumulado do primeiro trimestre, a alta real era de 7,32%, caindo para 6,28% no primeiro quadrimestre. Uma nova desaceleração foi registrada em maio, quando o aumento do recolhimento de tributos passou para 5,83%, e atingindo agora, no fechamento do primeiro semestre uma alta de apenas 3,66%. Pela primeira vez este ano foi registrada uma queda na arrecadação em relação ao mesmo mês do ano anterior. O recolhimento de tributos em junho teve uma redução real de 6,55% em relação ao junho de 2011.





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