Banco Mundial prevê que Brasil crescerá 3,5% em 2013
Presidente do banco espera uma retomada da atividade apesar dos números desapontadores de 2012
BRASÍLIA - O presidente do grupo Banco Mundial (Bird), Jim Yong Kim, disse que acredita na retomada do crescimento econômico no Brasil e aposta que a economia do País crescerá 3,5% este ano, depois de números "desapontadores" em 2012. "Eu entendo a decepção com os números do crescimento, mas muito disso tem a ver com fatores externos", disse Kim. "Para este ano, nossa expectativa é de 3,5%. Realmente esperamos uma retomada do crescimento".
"O crescimento que nós vimos no Nordeste é encorajador. Nós acreditamos que o investimento que vemos agora assenta as bases para o futuro", disse. Kim visita o Brasil desde ontem, quando esteve em Salvador, visitando projetos financiados pelo Banco Mundial e pelo Corporação Financeira Internacional (IFC), o braço do Banco Mundial que empresta a empresas. Hoje ele se encontrou com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Durante sua visita ao Brasil, Kin ainda terá encontros com a presidente Dilma Rousseff e com autoridades do Rio de Janeiro, por onde passa antes de deixar o País.
Kin defendeu medidas econômicas que viabilizem o crescimento no longo prazo, mesmo durante a crise financeira internacional, e pressionou os países emergentes a construir ou atualizar os instrumentos de proteção contra turbulências financeiras. Segundo ele, o Brasil tem sido pioneiro em programas de distribuição de renda e proteção social, que asseguram estabilidade durante o período de crescimento econômico.
De acordo com Kim, quando há crescimento sem inclusão social, a sociedade pode experimentar períodos de instabilidade, como visto durante a Primavera Árabe. Ele destacou o programa Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria como exemplos de investimento em capital humano que preparam as base para o desenvolvimento econômico mais à frente. "O compromisso deste governo com estas políticas tem sido impressionante".
Apesar de se dizer bastante preocupado com os impactos dos cortes automáticos de orçamento nos Estados Unidos, o presidente do Banco Mundial disse que não é possível, neste momento, avaliar o real significado do chamado "sequestro fiscal". Ele preferiu chamar atenção para os avanços obtidos nos últimos dez meses, que antes pareciam inalcançáveis, como a permanência da Grécia na zona do Euro, por exemplo.
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