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BC reduz projeção de crescimento em 2013 para 2,3%

Estimativa do Relatório Trimestral de Inflação anterior era de um PIB de 2,5% neste ano; projeção é menor do que a do Ministério da Fazenda, que projeta crescimento de 2,5%

20 de dezembro de 2013 | 8h 59
Adriana Fernandes, Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado

BRASÍLIA - O Banco Central está mais pessimista com o crescimento em 2013. Para o BC, o Brasil vai fechar o terceiro ano do governo Dilma com uma alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o acumulado em quatro trimestres até o terceiro trimestre de 2014, o BC também prevê uma alta do PIB de 2,3%.

Neste ano, o BC revisou o crescimento para baixo três vezes. A projeção do Relatório Trimestral de Inflação há três meses era de um crescimento de 2,5% ao longo deste ano. Em junho, esperava-se um alta do PIB de 2,7%. No relatório de março, o BC esperava crescimento de 3,1%.

A estimativa do BC é menor do que a do Ministério da Fazenda, que projetou no relatório de despesas e receitas do Orçamento de 2013 um crescimento de 2,5% do PIB.

No primeiro ano do seu governo, a presidente conseguiu um crescimento de 2,7% e, no segundo, de apenas 0,9%. Para a presidente Dilma Rousseff, o crescimento do PIB deste ano deve ficar "entre 2% e 2% e pouco". A pesquisa Focus, que coleta previsões dos analistas do mercado financeiro, projeta um crescimento de 2,30% neste ano e de 2,01% em 2014.

Inflação. A presidente Dilma Rousseff vai entregar ao final de 2013 uma inflação sem apresentar melhora em relação ao ano passado, segundo o Banco Central. A projeção de IPCA permaneceu em 5,8% para final de 2013, no cenário de referência. Em 2012, segundo ano do governo Dilma, o IPCA fechou em 5,84% e em 6,50% em 2011, no primeiro ano do seu mandato.

Ao longo de 2013, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeram em várias ocasiões uma inflação menor em 2013 do que em 2012. A queda da inflação este ano também foi uma promessa da presidente Dilma.

A estimativa do IPCA ao final deste ano está ainda muito distante do centro da meta de inflação estabelecida pelo próprio governo, de 4,5%. Pelas novas projeções do BC, o IPCA no último ano do governo da presidente Dilma, em 2014, permanecerá ainda em patamares elevados e ficará em 5,6%, ligeiramente abaixo da estimativa anterior, de 5,7%.

Para o IPCA acumulado em 12 meses no primeiro ano do próximo governo, em 2015, o BC projeta uma inflação de 5,4%.

No cenário de mercado, a projeção para a inflação também seguiu em 5,8%. O BC detalhou que a projeção parte de 5,8% no quarto trimestre de 2013, recua para 5,5% e 5,4% no primeiro e segundo trimestres de 2014, respectivamente, e encerra o ano em 5,6%. A projeção se encontra em 5,7% no primeiro trimestre de 2015 e recua para 5,3% no último trimestre de 2015.

Câmbio. O BC usou uma cotação para o dólar de R$ 2,35 no Relatório Trimestral de Inflação. A taxa Selic utilizada foi de 10%. O valor é maior do que a da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), no qual o cenário de referência levou em consideração uma taxa de câmbio de R$ 2,30 e taxa Selic 9.5%.

No relatório de inflação anterior, de setembro, a cotação utilizada foi de R$ 2,35 e taxa de juros de 9%. A nova cotação de R$ 2,35, incluída hoje no relatório trimestral de inflação, tem como data de corte o dia 6 de dezembro. O valor é mais alto do que a do fechamento do dia de corte. Em 6 de dezembro, o dólar fechou em R$ 2,3320 e o dólar para janeiro, em R$ 2,3445.





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