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15 de Abril de 2010

 

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Brasil crescerá mais de 4% de 2013 em diante, diz Mantega

Segundo ministro, a partir do 3º tri deste ano, País retomou crescimento gradual da economia e é um dos mais preparados para enfrentar a crise  

14 de setembro de 2012 | 10h 41
Gustavo Porto e Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira, 14, que o Brasil vai crescer mais de 4% em 2013 e que seguirá nesse ritmo de crescimento nos anos seguintes. De acordo com o ministro, a partir do terceiro trimestre deste ano, o País retomou o crescimento gradual da economia, medido pela alta do PIB, e é um dos mais preparados para enfrentar a crise, de longa duração.

Entre os pontos que sustentam esse crescimento, Mantega citou os fundamentos sólidos da economia, a solidez financeira, a estabilidade política e jurídica, o dinamismo do mercado interno e a eficiência na produção de commodities. "Temos uma solidez fiscal bem melhor do que os outros países. Podemos ver que o Brasil apresenta um déficit fiscal menor do que os outros países." O déficit, que foi de 1,9%, em 2011 deve ser de 1,6% este ano e ficar em torno de 1% em 2013.

Estímulos

Mantega destacou as medidas de incentivo à indústria, como a redução da tarifa de energia elétrica em 2013. "A redução das tarifas de energia para as empresas com grande tensão chega a 21%."

O ministro ressaltou ainda que a alta no custo da mão de obra é um problema e por isso o governo adotou medidas para a redução do custo da folha de pagamentos, com R$ 13 bilhões de desoneração para o próximo ano. Ainda segundo ele, as desonerações em 2012 deverão alcançar um total de R$ 44 bilhões.

"Todo o conjunto de medidas ainda não surtiu efeito. O efeito acontece dentro de nove a dez meses", acrescentou. Mantega participa de evento em São Paulo nesta manhã.

Câmbio

O ministro afirmou que a política cambial do Brasil com o dólar a R$ 2,00 aumenta a competitividade brasileira, principalmente do setor industrial. O ministro classificou como mito atribuir o crescimento do País ao aumento do consumo. "Quero desmistificar o mito de que o Brasil cresceu com base no aumento do consumo. O Brasil cresceu com investimentos, cresceu mais com a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) do que com consumo nos últimos anos."

Para Mantega, o excesso de investimentos cria problemas, como na China. Por isso, o Brasil adota políticas anticíclicas desde 2008, ainda de acordo com o ministro.





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