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Chuva eleva nível de água em usinas, diz Lobão

Ministro comemora aumento em reservatórios e diz que não há risco de desabastecimento  

16 de janeiro de 2013 | 22h 40
Anne Warth, da Agência Estado

BRASÍLIA - As chuvas intensas que caíram nos últimos dias ajudaram a aumentar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte e afastaram a possibilidade de um racionamento de energia no País, afirmou ao ‘Estado’ o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Também houve um crescimento no nível dos reservatórios da Região Sul, embora em menor intensidade.

Dados atualizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram um aumento da vazão de águas em algumas das principais usinas hidrelétricas do País. Segundo Lobão, o reservatório de Furnas aumentou de 12,3% no dia 7 de janeiro para 18,4% no dia 15; o de Barra Bonita, de 69,5% para 80,8%; Tucuruí, de 25,3% para 29,4%; Itumbiara, de 9,3% para 12,9%; e o de Marimbondo, de 20,7% para 25,8%.

"Não há, nem nunca houve, nenhum risco real de desabastecimento", disse o ministro. O nível de água nos reservatórios da Região Sudeste/Centro-Oeste aumentou para 31% de seu armazenamento máximo; o do Nordeste chegou a 30%; na Região Norte, 43%; e no Sul, a 49,5%.

Informações das instituições de clima e tempo CPTEC/Inpe, Inmet e Cemaden repassadas ao Ministério de Minas e Energia indicam que a previsão de chuvas para os próximos dias é favorável. Segundo o ministro, as térmicas serão desligadas na medida em que isso se confirmar. "Vai chover cada vez mais. Até o fim do período úmido, estaremos com alguns dos reservatórios em plena carga e outros bastante abastecidos", afirmou Lobão.

De acordo com o ONS, no dia 15 de janeiro, 77,76% da energia gerada pelo Sistema Interligado Nacional veio de usinas hidrelétricas, incluindo Itaipu, e 19,44% por térmicas. Lobão explicou que, em 2012, 3,5 mil megawatts (MW) de eletricidade foram agregados ao sistema, energia suficiente para uma estimativa de crescimento de 5% da economia. "Se o País tivesse crescido 5%, já teríamos energia garantida."

Neste ano, 8,5 mil MW devem ser acrescentados ao sistema, um crescimento de 7% na oferta de energia. "Não vamos precisar disso tudo. Vai sobrar energia", afirmou Lobão. Serão 22 termoelétricas, 65 eólicas e oito hidrelétricas, entre as quais Santo Antônio, Jirau, Simplício e Estreito.

Térmicas. Nesta quarta, Lobão recebeu o presidente da holding EBX, Eike Batista. Ele afirmou que o grupo vai agregar 680 MW ao sistema elétrico até o fim de fevereiro. Segundo Eike, quatro turbinas de duas usinas, movidas a gás natural, devem entrar em operação neste período.

Ao longo do ano, a EBX vai entregar 3 mil MW em usinas, totalizando R$ 9,3 bilhões em investimentos. "Temos vários projetos e plantas que estão entrando agora e vão integrar o parque brasileiro para ajudar a não ter racionamento. E não vai ter", disse Eike.

Apesar de as térmicas a gás estarem todas ligadas para geração de energia, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, garantiu ontem, em Brasília, que não haverá falta do combustível. "Não há possibilidade de falta de gás no Brasil. Nossos dois terminais estão operando com metade da capacidade e o terceiro, na Bahia, deve ser concluído até o fim do ano." Ela se encontrou com o vice-presidente da República, Michel Temer, para apresentar informações sobre o fluxo de comércio de gás do Brasil com seus principais fornecedores, como a Bolívia e o Catar.





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