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Economistas cortam previsões para 2014 após recuo do PIB

Após pior resultado em 4 anos, bancos e consultorias revisam projeções de crescimento para entre 1,1% e 2,6% no ano que vem

03 de dezembro de 2013 | 20h 44
Mônica Ciarelli, Vinícius Neder e Fernando Nakagawa, de O Estado de S. Paulo

RIO e LONDRES - Depois de surpreender positivamente no primeiro semestre, a economia brasileira encolheu 0,5% entre julho e setembro deste ano ante o trimestre anterior. Foi o primeiro saldo negativo e o pior resultado da economia desde o início de 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ainda sofria com mais intensidade os efeitos da crise financeira mundial provocada pela quebra do banco americano Lehman Brothers.

O mercado financeiro já esperava desempenho negativo para os dados anunciados nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas chamou a atenção a magnitude da queda, superando a média das estimativas do mercado financeiro, na casa dos 0,2%. Na comparação internacional feita pelo instituto, a economia brasileira aparece na lanterna de uma lista de 13 países.

A piora de cenário detonou, entre bancos e consultorias, uma onda de revisões para baixo das projeções para o PIB deste ano e de 2014. Uma pesquisa feita depois da divulgação do PIB pelo serviço AE Projeções, da Agência Estado, com 22 instituições financeiras, mostra que o mercado começa a falar numa economia mais fraca no ano que vem do que neste ano.

As estimativas para 2013 variam de alta de 2,15% a 2,5%, e entre 1,1% e 2,6% em 2014. Em 30 de agosto, no levantamento realizado após o anúncio do PIB do segundo trimestre, os analistas previam alta de 1,9% a 2,7% no PIB de 2013 e de 1,7% a 3% para 2014. O movimento de revisões ganhou força também com a safra de ajustes feitos pelo IBGE em resultados trimestrais do PIB já divulgados. O crescimento da economia em 2012 passou de 0,9% para 1%.

O número foi bem diferente do antecipado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada. Em entrevista ao jornal El País, Dilma afirmou que o dado revisado subiria para 1,5%.

Logo que os dados das contas nacionais foram divulgados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu em defesa da presidente. Segundo ele, o número era um "ensaio interno" do governo e a revisão definitiva do PIB de 2012 pelo IBGE ainda demorará dois meses para ser concluída. "O que vale é sempre a última revisão", disse.

Para o quarto trimestre, o ministro se mostrou confiante. Segundo ele, os números do PIB "certamente serão positivos", com o investimento em uma trajetória de crescimento.

No terceiro trimestre, o investimento foi um dos responsáveis pela perda de ritmo da economia nacional. Pelos dados do IBGE, diminuiu 2,2% ante os três meses anteriores. No ano, porém, ainda contabiliza alta de 6,5%. Já do lado da oferta o encolhimento do PIB foi puxado pelo segmento agropecuário, com o fim da safra de soja, cujo peso no setor é elevado.

Já a indústria e os serviços tiveram uma contribuição quase nula. O fraco desempenho do setor externo também ajudou a segurar a economia no vermelho entre julho e setembro.

Responsável pela pesquisa, Roberto Olinto, do IBGE, admite que o resultado pode indicar desaceleração. No entanto, pondera, o dado negativo ainda é pontual e o PIB acumula alta de 2,4% no ano até setembro.

Para alguns analistas, o PIB em marcha à ré amplia o risco de rebaixamento da nota do Brasil, uma ameaça real no caso da Standard & Poor’s (S&P), que mudou a perspectiva do rating do País para negativa em junho.





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