Emprego industrial ainda não sentiu a alta da produção
RIO DE JANEIRO - A leve alta da produção industrial em junho, de 0,2% ante maio, ainda não foi suficiente para melhorar o mercado de trabalho no setor. Na avaliação do economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística André Macedo, permanece o quadro negativo de meses anteriores.
"Não poderia ser diferente. Um resultado positivo de produção na indústria não seria suficiente para alterar o cenário de contratação. O mercado de trabalho reflete com atraso o aumento da produção. Precisa de um movimento mais consistente da produção para rebater no mercado de trabalho", destacou Macedo.
Por outro lado, a queda de 0,3% no número de horas trabalhadas é a menor desde fevereiro (1,3%). "A boa indicação é que o aumento da jornada de trabalho poderá significar crescimento de contratação no futuro", disse Macedo.
Já a alta de 2,5% da folha de pagamento na passagem de maio para junho tem motivos pontuais, como o pagamento de participação de lucro por empresas. No primeiro semestre do ano, a folha de pagamento acumulou alta de 3,8%, relativa à reposição de inflação, ganho de renda e remunerações extras, que não são, necessariamente, reajuste salarial, informa o IBGE.
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