EPE: geração solar centralizada ainda não é competitiva
RIO - Um estudo entregue pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ao Ministério de Minas e Energia (MME) aponta que a geração de energia solar centralizada ainda não é economicamente viável no País, mesmo com incentivos. Em contrapartida, a geração distribuída, feita em residências, é competitiva em áreas de dez concessionárias.
Com custo nivelado em R$ 602 por megawatt hora (MWh), a EPE vê espaço para geração distribuída na área de atuação das empresas Cemig-D, Ampla, Eletroacre, Celtins, EMG, Uhenpal, Cemar, Sulgipe, CLFM e Cepisa, onde o custo da energia para o consumidor supera esse patamar.
O mercado potencial equivale a 15% do consumo residencial nacional, porém nem todo esse contingente tem condições de utilizar energia solar, disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, explicando que há famílias que moram em apartamentos ou que não têm condições financeiras de adquirir os painéis solares.
No estudo, que poderá servir para embasar políticas para o setor, a EPE mostra que com um conjunto de incentivos seria possível tornar a geração solar distribuída viável em praticamente todo o País. Isso incluiria a concessão de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a uma taxa real de cerca de 4% ao ano; a isenção total de uma série de impostos, como IPI, ICMS, PIS/Cofins e Imposto de Importação para equipamentos; e abatimento de parte do investimento no Imposto de Renda.
Com isso, o custo da energia solar distribuída cairia para R$ 409 o MWh, o que a tornaria competitiva na área de 60 concessionárias, o equivalente a um mercado potencial de 98% do consumo residencial nacional.
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