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FMI corta, de novo, projeção de avanço do PIB do Brasil em 2014

Estimativas de expansão econômica do País neste ano e em 2015 foram reduzidas para 2,3% e 2,8%, respectivamente

21 de janeiro de 2014 | 12h 29
Cláudia Trevisan, da Agência Estado

NOVA YORK - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções de crescimento para o Brasil em 2014 e 2015. A estimativa de crescimento para o País caiu para 2,3%, neste ano, e 2,8%, no próximo, abaixo dos 2,5% e 3,2% projetados anteriormente. Em outubro, a previsão de expansão econômica já havia sido diminuída.

O Fundo alertou para os riscos de fuga de capitais que o país e outros emergentes podem enfrentar com o processo de redução de estímulos monetários nos Estados Unidos, o chamado "tapering", que teve início neste mês.

A previsão de crescimento mundial em 2014 foi elevada em 0,1 ponto percentual, para 3,7%. A estimativa para 2015 se manteve inalterada, em 3,9%. O Fundo acredita que o índice de 2013 tenha sido de 3,0%.

O conjunto dos países emergentes deverá ter expansão média de 5,1% e 5,4% nesse período, com a China na liderança. Segundo o Fundo, o país asiático crescerá 7,5% em 2014 e 7,3% em 2015. O principal risco para os emergentes virá do impacto da redução do estímulo monetário nos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed) começou a reduzir a quantidade de títulos do Tesouro e bônus lastreados em hipotecas que adquire a cada mês com o objetivo de manter os juros de longo prazo próximos de zero, em linha com os de curto prazo.

Adotada em dezembro, a decisão prevê que as compras do Fed passarão de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões em janeiro, com quedas semelhantes nos próximos meses. A expectativa é que o estímulo seja totalmente eliminado no fim do ano.

O movimento deve reduzir a liquidez e aumentar os juros de longo prazo nos Estados Unidos, com impacto negativo sobre o fluxo de capitais para os países emergentes, entre os quais o Brasil. Na avaliação do Fundo, os riscos associados ao "tapering" serão mais acentuados em economias com problemas internos ou déficits em conta corrente. "Quando combinado com fragilidades domésticas, o resultado pode ser abrupta saída de capitais e ajustes na taxa de câmbio", observou o Fundo nas projeções divulgadas ontem.

No ano passado, as contas externas do Brasil se deterioraram e o déficit em conta corrente aumentou em 50% -o equivalente a US$ 80 bilhões- para 3,5% do PIB. O FMI sugeriu que os países deixem suas moedas se depreciar em um cenário de saída de capitais. O problema é que esse movimento pode levar à alta da inflação, na medida em que torna mais caros os produtos importados.

O Fundo aumentou em 0,2 ponto percentual sua projeção de crescimento para os Estados Unidos em 2014, que agora é de 2,8%. Mas a estimativa de 2015 foi reduzida em 0,4 ponto percentual, para 3,0%, em razão do corte de gastos previsto no Orçamento recém aprovado pelo Congresso.

A zona do euro começa a abandonar a recessão e entrar em uma rota de recuperação, segundo o FMI, que espera crescimento de 1% na região em 2014 e de 1,4% em 2015. Fora da zona do euro, a Inglaterra deve registrar um dos mais alto índices de expansão da Europa, com 2,4% em 2014 e 2,2% no próximo ano, um aumento de 0,4 e 0,3 ponto percentual em relação às projeções feitas pelo Fundo em outubro.

Com a melhoria do cenário nos países desenvolvidos, o Fundo alerta para a necessidade de evitar a retirada prematura de políticas monetárias expansionistas, mesmo nos Estados Unidos.





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