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NY fecha em alta e renova máxima ainda sob efeito do Fed

14 de setembro de 2012 | 17h 56
ÁLVARO CAMPOS - Agencia Estado

NOVA YORK - As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, encerrando outra semana de ganhos e renovando máximas de vários anos, após o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos, anunciar na quinta-feira uma terceira rodada de relaxamento monetário (QE3, na sigla em inglês).

O índice Dow Jones ganhou 53,51 pontos (0,40%), encerrando a sessão a 13.593,37 pontos, o maior nível desde dezembro de 2007. Na semana, o índice acumulou ganho de 2,15%. O Nasdaq teve alta de 28,12 pontos (0,89%) nesta sexta-feira fechando a 3.183,95 pontos, o patamar mais alto desde novembro de 2000. No acumulado da semana o índice avançou 1,52%. Já o S&P 500 registrou ganho de 5,78 pontos (0,40%), terminando a 1.465,77 pontos, nível que não era visto desde de dezembro de 2007. A alta acumulada na semana foi de 1,94%.

"O tema geral hoje foi a decisão de ontem do Fed", comentou Neil Massa, trader da John Hancock Asset Management. "Isso é diferente de tudo o que o Fed já fez antes, porque eles disseram com todas as letras que vão manter a postura acomodatícia até que o mercado de trabalho melhore", acrescentou.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) informou na quinta-feira que vai comprar US$ 40 bilhões por mês em títulos lastreados em hipotecas (MBS, na sigla em inglês) emitidos por agências do governo, em um programa sem previsão de término. Além disso, o programa Operação Twist, por meio do qual o Fed vende títulos de menor prazo que estão em sua carteira e compra papéis com vencimento mais longo, foi mantido. E o banco central prorrogou para meados de 2015 sua previsão para a manutenção da taxa básica de juros em níveis excepcionalmente baixos.

A agenda de indicadores econômicos desta sexta-feira nos EUA estava carregada. As vendas no varejo em agosto tiveram alta mensal de 0,9%, em linha com as estimativas dos analistas. E os estoques das empresas subiram 0,8% em julho, a maior alta desde janeiro e bem acima das previsões, de avanço de 0,4%. Além disso, o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, subiu para 79,2 na leitura preliminar de setembro, de 74,3 em agosto. Os economistas esperavam uma leitura de 74,0.

Do outro lado, a produção industrial caiu 1,2% em agosto, na maior retração desde março de 2009. A previsão era de recuo de 0,3%. E o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em agosto em relação a julho, marcando a maior alta mensal desde junho de 2009, segundo divulgou o Departamento do Trabalho. Mesmo assim, o avanço ficou exatamente em linha com a projeção dos analistas ouvidos pela Dow Jones.

As bolsas chegaram a reduzir brevemente seus ganhos após a agência de classificação de risco Egan-Jones reduzir o rating dos EUA de AA para AA-, mas logo voltaram aos níveis anteriores.

No noticiário corporativo, as ações da Apple avançaram 1,22%, após indícios de que o estoque inicial do novo iPhone 5 foi inteiramente vendido apenas uma hora após a companhia começar a receber pré-encomendas. O resultado ajudou a impulsionar todo o setor de tecnologia e internet (Facebook +6,21%, Zynga +7,43%, Groupon +10,71% e Yelp +9,31%).

Já os papéis da Kraft Foods caíram 0,50%, após a S&P Dow Jones Indices informar que a companhia não vai mais fazer parte do índice Dow Jones, em função da sua divisão em duas empresas distintas. Ela será substituída pela UnitedHealth Group, cujas ações nesta sexta-feira subiram 0,67%. As informações são da Dow Jones.



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