Petrobrás não repassa volatilidade de preços, diz Graça Foster
Presidente da estatal explica que a companhia trabalha com uma política de preços de médio e longo prazo, embora isso possa afetar os resultados da empresa
Atualizado às 12h34
BRASÍLIA - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira que a estatal trabalha com uma política de preços de médio a longo prazo e, por princípio, não repassa a volatilidade do petróleo para a bomba, como os Estados Unidos repassam. Graça participa de audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle, em conjunto com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.
A executiva defendeu essa política, embora tenha reconhecido que ela afeta os resultados da empresa, dependendo do período. Segundo ela, de 2002 até o primeiro semestre de 2012, a Petrobrás operou com um preço mais alto do que o internacional nos anos de 2003, 2007, 2009, 2010 e uma parte de 2011. "Isso gerou um resultado positivo e favorável à companhia", afirmou.
Graça disse que o crescimento da produção de petróleo e gás no País nos últimos dez anos é bastante relevante e motivante. "Por isso tamanha a satisfação em torno da 11ª rodada de leilões de bloco de exploração, marcada para maio de 2013".
A presidente da Petrobrás disse também que a previsão de aumento na demanda por combustíveis no País é de 4,5% ao ano entre 2011 e 2020. "Isso justifica a construção de refinarias, e faz todo o sentido para a Petrobrás", afirmou.
Para ela, as novas refinarias da companhia são uma forma de combater o aumento da importação de combustíveis.
Graça afirmou que o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) é o maior investimento que a Petrobrás tem hoje e tem um grande potencial para trazer resultados. "Esse conjunto traz um resultado econômico bastante adequado, que justifica os grandes investimentos que serão feitos", afirmou.
Segundo a executiva, o cronograma para a Comperj está mantido, com o primeiro trem iniciando operações em abril de 2015, e o segundo, três anos depois.
Fertilizantes
Ela destacou que a procura interna por fertilizantes é considerável, com crescimento bem acima da média mundial no caso de amônia e ureia nos últimos anos. Graça afirmou também que a capacidade instalada do País para produção de biodiesel é 2,5 vezes maior do que a produção atual e o crescimento da demanda deve ser de 4,9% ao ano até 2020.
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