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15 de Abril de 2010

 

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Petrobrás reajusta gasolina em 7,83%, mas alta não chegará ao consumidor

Para neutralizar os impactos do reajuste, que entra em vigor nesta segunda-feira, governo reduz a zero as alíquotas da Cide

22 de junho de 2012 | 18h 45
Agência Estado

 

Texto atualizado às 20h30

SÃO PAULO - A Petrobrás anunciou na noite desta sexta-feira um reajuste de 7,83% para a gasolina e de 3,94% para o diesel vendidos nas refinarias. Os consumidores, no entando, não sentirão o aumento no bolso, já que o governo zerou as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) incidente na comercialização destes combustíveis. Os novos preços entram em vigor em 25 de junho, segunda-feira.

Segundo informou o Ministério da Fazenda por meio de nota, a redução da Cide foi realizada justamente para neutralizar os impactos dos reajustes anunciados pela Petrobrás, de modo que os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento.

O reajuste foi definido levando em consideração a política da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo.

A presidente da estatal, Maria das Graças Foster, evitou até esta quinta-feira à noite comentar a possibilidade de aumento da gasolina para garantir os investimentos da empresa. "Não vou falar nada", declarou Foster ontem ao ser questionada se a presidente Dilma Rousseff havia autorizado o reajuste do preço dos combustíveis.

Sem impacto na inflação oficial

O ajuste combinado com a redução da Cide anula o impacto que o aumento do produto exerceria sobre a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O peso da gasolina no IPCA em maio foi de 4%. Na média, o repasse para o consumidor dos aumentos nas refinarias costuma ser de cerca de 70%.

Se não fosse a zeragem da Cide, o aumento na bomba seria de 5,3%, de acordo com o economista sênior do Espírito Santo Investiment Bank (Besi Brasil), Flávio Serrano. Com a eliminação Cide, Serrano mantém a previsão de inflação de 4,89% para 2012.

O economista do Banco BBM Hui Lok Sin concorda que não haverá impacto sobre a inflação. "Não tem impacto nenhum. A planilha indica isso. O governo está zerando a Cide justamente para não ter efeito impacto ao consumidor", disse economista. Antes do anúncio da queda da Cide, a zero, ele previa impacto na inflação de 0,18 ponto porcentual no IPCA de 2012.





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