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15 de Abril de 2010

 

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Sindicato ameaça greve na GM de São José dos Campos

Os 7.500 metalúrgicos poderão entrar em greve na segunda-feira, depois de impasse com a GM sobre redução de produção e demissões

12 de julho de 2012 | 15h 13
Gustavo Porto, da Agência Estado

SÃO PAULO - Os 7.500 metalúrgicos da unidade da General Motors (GM) em São José dos Campos (SP) podem entrar em greve a partir de segunda-feira (16), afirmou nesta quinta-feira o presidente do sindicato local, Antonio Ferreira de Barros. O anúncio de greve, protocolado hoje na companhia, ocorre após o impasse entre a GM e o Sindicato dos Metalúrgicos causado pela decisão da empresa de reduzir para apenas um turno a linha de produção dos modelos Zafira, Meriva, Corsa e Classic. Essa linha emprega 1.500 funcionários e pode ser fechada.

Hoje a GM suspendeu a produção da Zafira, modelo que deve ser aposentado, juntamente com os outros três. Em contrapartida, a montadora iniciou a produção da Spin, substituta tanto da Zafira quanto da Meriva, na unidade de São Caetano do Sul (SP).

A companhia alega que não houve acordo no passado para que a produção do novo modelo e de outros ocorresse em São José dos Campos, o que é negado pelo sindicalista. "Isso nunca ocorreu nas reuniões conosco", afirmou Barros. Um plano de demissão voluntária já cortou 356 metalúrgicos na linha de produção.

Os metalúrgicos pararam a produção por duas horas na GM hoje pela manhã e seguem em estado de greve até segunda-feira. Durante a paralisação de hoje, deixaram de ser produzidos 146 carros e 300 motores. "Se não houver uma solução, tudo está encaminhado para a greve", afirmou o sindicalista.

Em reunião ainda pela manhã com a GM e representantes do Ministério do Trabalho, os sindicalistas cobraram um ação do governo para resolver o impasse e ainda solicitaram a exclusão da montadora dos benefícios concedidos pelo governo, como a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de agosto.

"Só no ano passado a unidade de São José dos Campos faturou R$ 8,5 bilhões, ou 35% de toda a receita da GM no País", disse Barros. "Além disso, a empresa é uma das maiores importadoras de veículos, embora pudesse fabricá-los aqui", protestou.





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