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Tombini diz que crédito evolui moderadamente

Presidente do BC citou que o crédito imobiliário, em 5% do PIB, continua ganhando espaço

05 de junho de 2012 | 16h 37
Anne Warth, Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira, em audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização na Câmara dos Deputados, que o crédito continua evoluindo de forma moderada, com expansão de 18% em 12 meses até abril e com concessões 10% superiores de janeiro até abril ante os números verificados em igual período de 2011. "Os dados prévios sinalizam recuperação das concessões, inclusive em veículos, e estamos presenciando redução dos juros e spreads. Começam a aparecer dados nesse sentido", afirmou.

Tombini citou que o crédito total está na faixa de 50% do PIB e que o crédito imobiliário, em 5% do PIB, continua ganhando espaço. "O que é um movimento natural e que deve se ampliar no futuro. Ainda é um nível muito baixo, mas cresce a taxas elevadas, em linha com outras variáveis econômicas do País."

O presidente do BC disse ainda que o spread também teve "pequena redução" que já se observa nos dados do BC. Com isso, de acordo com avaliação do BC, a inadimplência deve cair ao longo do segundo semestre. Uma das explicações é que a inadimplência atual reflete operações mais antigas e que já há uma "safra" de crédito desde agosto que apresenta nível menor de atrasos. Ele citou, por exemplo, que as concessões de crédito para veículos realizadas a partir do segundo semestre de 2011 estão nessa situação.

Uma das explicações é a redução das taxas de juros desde agosto, que influenciou na redução dos juros e dos spreads bancários, "que inclusive facilita o processo de refinanciamento e renegociação de dívidas".

Também devem contribuir para a queda na inadimplência, segundo Tombini, a perspectiva de aceleração do crescimento ao longo do segundo semestre, a geração de novos postos de trabalho, a taxa de desemprego em nível historicamente baixo e a renda em ascensão.

O presidente do BC citou ainda a trajetória de queda da inflação, "preservando os ganhos reais de salários" e que gera uma capacidade maior de pagamento, e o prazo curto de maturação dos créditos no Brasil, "que propicia um ajuste mais rápido das dívidas" das famílias e empresas.

"Há defasagens. A distensão das condições financeiras vai cada vez mais sendo sentida na economia, que vai pegando maior velocidade. E quando a economia cresce, gera condições para redução da inadimplência. O recuo vai ser mais sentido no segundo semestre. A safra de crédito já vem com mais qualidade desde o segundo semestre do ano passado. Isso indica que a inadimplência tende a recuar", afirmou o presidente do BC.



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