Energia alivia inflação da zona do euro, importação fica estagnada
BRUXELAS, 16 JUL - Uma forte queda nos preços da energia ajudou a aliviar os preços ao consumidor na zona do euro em junho e deu ao Banco Central Europeu (BCE) espaço para reduzir as taxas de juros neste mês com o objetivo de reavivar a economia. Entretanto, a estagnação das importações destacou a força da contração.
A inflação ao consumidor nos 17 países da zona do euro ficou em 2,4 por cento em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta segunda-feira o escritório de estatísticas da UE, Eurostat, confirmando sua leitura anterior e permanecendo na mínima de 16 meses.
Detalhando os fatores responsáveis pelo resultado, o Eurostat explicou que os preços da energia caíram 1,7 por cento no mês em relação a maio. Os preços de alimentos, álcool e tabaco subiram 0,3 por cento.
O BCE reduziu a taxa de juros para uma mínima recorde de 0,75 por cento neste mês e o presidente dele, Mario Draghi, afirmou na semana passada que a inflação na zona do euro está desacelerando mais rápido do que o previsto.
Ele também afirmou que a inflação está avançando na direção da meta do BCE, de perto de 2 por cento, porém para um nível abaixo disso.
Em um sinal da fraqueza da economia, as importações da zona do euro em maio não mostraram crescimento comparado com o mesmo mês do ano anterior, informou o Eurostat em dados separados. Ajustadas por mudanças sazonais, as importações registraram o terceiro mês seguido de queda e recuaram 0,9 por cento em maio na comparação com abril.
Com um recorde de 17 milhões de desempregados na zona do euro e muitas pessoas enfrentando congelamento ou redução de salários, os consumidores não estão em posição de impulsionar a economia do bloco.
A zona do euro conta cada vez mais com seu setor de exportações para ter qualquer esperança de recuperação neste ano, e as vendas ao exterior avançaram 6 por cento em maio na comparação anual.
Entretanto, na comparação mensal e ajustada por fatores sazonais, as exportações subiram apenas 0,3 por cento, insuficiente para compensar uma queda de 1,4 por cento em abril, uma vez que a economia da China desacelera e os Estados Unidos mostram dificuldades de expansão.
(Reportagem de Robin Emmott)
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