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15 de Abril de 2010

 

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Governo dos EUA pediu plano a bancos para evitar colapso

10 de agosto de 2012 | 10h 41
Reuters

Autoridades regulatórias dos Estados Unidos instruíram os cinco maiores bancos do país, incluindo Bank of America e Goldman Sachs, a desenvolverem planos para evitar um colapso caso enfrentassem sérios problemas, enfatizando que os bancos poderiam não contar com ajuda do governo.

O programa de dois anos, que até agora era em grande parte secreto, é uma adição aos planos que os bancos criaram para ajudar os reguladores a desmantelá-los se as instituições financeiras de fato entrarem em colapso e que são conhecidos como "living wills" ("testamento em vida").

Ele mostra também o quão duro os reguladores estão trabalhando para assegurar que os bancos tenham planos para os piores cenários e que possam agir racionalmente em tempos de estresse.

Representantes de bancos, como o ex-presidente-executivo do Lehman Brothers Dick Fuld foram criticados por terem sido muito hesitantes na tomada de medidas contundentes para resolver os problemas de seus bancos durante a crise financeira.

Segundo os documentos obtidos pela Reuters, o Federal Reserve e o Departamento de Controladoria da Moeda dos EUA primeiro instruíram cinco bancos, que também incluem Citigroup, Morgan Stanley e JPMorgan, a prepararem esses "planos de recuperação" em maio de 2010.

Eles afirmaram aos bancos para considerarem esforços drásticos para evitarem colapso em momentos de estresse, incluindo venda de ativos, descoberta de outras fontes de financiamento se os mercados regulares de empréstimo se fecharem, e redução de risco. As medidas dos planos devem ser executáveis dentro de três a seis meses e os bancos "não devem assumir a existência de apoio extraordinário do setor público", segundo os documentos.

Porta-vozes dos cinco bancos e o Federal Reserve não comentaram o assunto.

Os planos de recuperação diferem dos testamentos em vida, que foram exigidos pela reforma do setor financeiro de 2010. Os testamentos em vida têm como objetivo encerrar os pacotes de socorro de bancos muito grandes ao descreverem como as instituições podem se liquidar sem colocar em perigo o sistema financeiro.





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