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Ibovespa sobe 1,7%, impulsionado por Petrobras e China

13 de julho de 2012 | 18h 45
DANIELLE ASSALVE - Reuters

SÃO PAULO, 13 JUL - A Bovespa fechou em alta nesta sexta-feira, após quatro quedas seguidas, impulsionada por Petrobras e pelo otimismo com dados da China que aliviaram, pelo menos por enquanto, as preocupações com a economia global.

O Ibovespa subiu 1,7 por cento, a 54.330 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,69 bilhões de reais. Ainda assim, o índice acumulou queda de 1,92 por cento na semana.

"O PIB chinês desacelerou, mas se temia que o dado poderia vir ainda pior. Como o número veio em linha com o esperado, os mercados acabaram reagindo positivamente", disse o sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.

Mas a temporada de divulgação de resultados corporativos do segundo trimestre e as incertezas com a crise da dívida na Europa e com a atividade global devem continuar trazendo volatilidade à bolsa na próxima semana, afirmaram analistas.

"A Bovespa está subvalorizada e a queda da taxa de juros no Brasil torna a renda variável mais atraente", disse o gerente de investimentos da corretora InTrader, Gillmor Monteiro. "Mas falta uma melhora mais firme do cenário externo para a Bovespa poder emplacar uma alta mais contundente."

A taxa de crescimento da China desacelerou para o ritmo mais lento em mais de três anos no segundo trimestre, deixando aberta a chance de o governo adotar mais medidas para estimular a economia do país. O avanço do PIB chinês foi de 7,6 por cento ante o mesmo período de 2011.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,62 por cento e o S&P 500 subiu 1,65 por cento. Mais cedo, o principal índice das ações europeias avançou 1,34 por cento.

Na bolsa paulista, a disparada das ações da Petrobras ajudou a impulsionar o Ibovespa. A preferencial da companhia subindo 5,22 por cento, a 19,55 reais, e a ordinária avançando 5,63 por cento, a 20,25 reais.

O mercado reagiu bem ao anúncio, feito na véspera, de que a estatal vai aumentar em 6 por cento o preço do diesel nas refinarias. Esse foi o segundo reajuste de preços em menos de um mês. Em relatório, o Credit Suisse classificou o reajuste como "inesperado, muito necessário e positivo".

Ainda entre as ações mais negociadas, a preferencial da Vale subiu 1,84 por cento, a 39,32 reais, ajudada pelo avanço das commodities após os dados da China. OGX teve alta de 3,19 por cento, a 5,82 reais. (Por Danielle Assalve; Edição de Aluísio Alves)



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