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15 de Abril de 2010

 

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Após rejeitar imposto, Chipre tenta encontrar alternativa para resgate

Presidente cipriota se reunirá nesta quarta-feira com líderes dos partidos para encontrar opções ao rígido pacote de resgate imposto pelas autoridades europeias

19 de março de 2013 | 19h 11
Stefânia Akel, da Agência Estado

NICÓSIA - Os líderes do Chipre vão começar nesta quarta-feira a explorar alternativas para o controverso pacote de resgate que inclui um imposto sobre depósitos bancários como condição para a obtenção de 10 bilhões de euros (US$ 12,9 bilhões) em ajuda financeira. A legislação foi rejeitada com 36 votos contrários e 19 abstenções no Parlamento do país.

O presidente do Chipre, Nikos Anastasiades, vai se reunir amanhã com líderes dos partidos para adotar uma posição comum antes de novas conversas com a troica - Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) -, cujos representantes ainda estão no Chipre. Cada líder apresentará sua proposta e a expectativa é de que a maioria designe Anastasiades para negociar termos diferentes com o Eurogrupo.

Uma autoridade do governo disse a repórteres após a votação no Parlamento que a administração do país está examinando diversas opções. "Não temos somente um plano B, mas também um plano C. Há muitos cenários sendo analisados", afirmou.

As autoridades do Chipre ainda esperam que a Rússia contribua com o resgate. O ministro de Finanças cipriota, Michalis Sarris, está atualmente em uma visita oficial a Moscou em busca de apoio financeiro.

Todos os líderes de partidos que discursaram no Parlamento antes da votação atacaram o Eurogrupo, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, e a chanceler do país, Angela Merkel. Eles foram acusados de impor uma solução injusta à população da ilha. O líder do partido governista, Averof Neophitou, terminou seu discurso com a frase: "Deus nos ajude".

Os próximos dias serão cruciais para o destino do Chipre e, consequentemente, para a credibilidade da zona do euro. Os líderes afirmaram que sabem da gravidade da situação e prometerem trabalhar juntos para definir uma alternativa viável. As informações são da Market News International.





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