Economia da Alemanha crescerá 1% em 2012, diz FMI
Segundo relatório do FMI, recuperação econômica alemã poderá ser puxada por demanda interna; inflação deverá recuar
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FRANKFURT - A Alemanha pode estar à beira de uma recuperação econômica impulsionada pela demanda interna, em vez do setor de exportação, tradicionalmente forte, mas a crise da dívida da zona do euro continua a ser um risco importante, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) em um relatório chamado de Artigo 4. Segundo a instituição, a economia alemã deverá ter expansão de 1% neste ano e de 1,4% em 2013.
A taxa de inflação harmonizada da Alemanha deverá recuar para 2,2% em 2012 e 2,0% em 2013 após alcançar 2,5% em 2011, prevê o Fundo. Mas a inflação deverá "ser um pouco mais alta que a média da zona do euro" no médio prazo, "o que ajudará a reduzir a lacuna de competitividade entre as economias do núcleo da zona do euro e os países periféricos do bloco, ressaltou a instituição.
O FMI afirmou que a expansão da economia será conduzida pelo aumento da renda das famílias - um resultado do forte mercado de trabalho alemão -, bem como do fortalecimento das folhas de balanços das famílias e empresas e do ambiente financeiro propício. "A força subjacente do mercado de trabalho deverá sustentar o crescimento comandado pela demanda interna", escreveu o Fundo no relatório que avalia a saúde econômica de cada país e as tentativas para evitar futuros problemas financeiros.
O consumo e investimentos alemães "devem ganhar ritmo e impulsionar o crescimento para perto de seu potencial no segundo semestre de 2012", destaca o relatório. O FMI afirmou também que "a demanda externa líquida deverá contribuir significativamente para o crescimento menor em 2012 e 2013 em comparação com anos anteriores".
Em uma teleconferência com jornalistas, Subir Lall, chefe da missão do FMI para a Alemanha, disse que o crescimento econômico chegaria a uma taxa anualizada de 1,25% no segundo semestre de 2012. Além disso, o FMI alertou sobre inúmeros riscos para a recuperação iminente da Alemanha. O principal risco é uma intensificação da crise da zona do euro, enquanto as perspectiva de crescimento mundial menor e uma alta forte dos preços de petróleo representam outras ameaças, acrescentou a instituição.
Sobre políticas fiscais, Lall afirmou que o FMI está "argumentando contra qualquer estímulo fiscal para a Alemanha neste momento", porque essa expansão fiscal "terá muito poucos efeitos de contágio para o resto da Europa".
O Fundo afirmou que a queda acentuada da taxa de desemprego na Alemanha nos últimos anos "deverá se estabilizar", como os ganhos estruturais seguindo seu curso e "pressões demográficas surgindo". As informações são da Dow Jones.
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