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15 de Abril de 2010

 

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Grécia deixará zona do euro em janeiro de 2013, diz Citigroup

Nova moeda grega teria desvalorização de 60% ante o euro; efeitos da mudança nos outros países poderiam ser controlados, afirma o Citigroup

24 de maio de 2012 | 8h 43
Clarissa Mangueira, da Agência Estado

LONDRES - A Grécia deverá deixar a zona do em 1º de janeiro de 2013 e sua nova moeda terá imediatamente uma desvalorização de 60% ante o euro, desencadeando uma onda enorme, mas ainda administrável, de contágio em toda a Europa, afirmou o Citigroup.

Em nota a clientes, o banco reiterou que a probabilidade da Grécia deixar a zona do euro nos "próximos dois ou três anos" subiu para entre 50% e 75%, e que agora está prevendo que isso ocorrerá no início do próximo ano.

O Citgroup disse também que é provável que ocorram mais rebaixamentos de crédito na zona do euro neste ano, principalmente para Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Segundo o banco, após uma saída da Grécia, é perfeitamente possível que "as duas agências - Moodys e S&P - façam uma revisão da avaliação elaborada no fim de 2011 e início de 2012. "Acreditamos que as agências avaliarão o rating da Grécia como 'em default', se o país deixar a zona do euro."

O Citigroup afirmou que sua avaliação atual era de que as próximas eleições da Grécia em 17 de junho não serão suficientes para romper o impasse político do país e produzir um governo viável capaz de aderir ao programa de austeridade. Isso, por sua vez, acentuará fatalmente o impasse entre o governo grego e os seus credores oficiais.

"Nós prevemos que a saída da Grécia ocorrerá em 1º de janeiro de 2013, com o país permanecendo na União Europeia e recebendo ajuda externa (para mitigar os riscos de conflitos sociais e colapso da sociedade civil), afirmou o economista do banco Michael Saunders.

A saída da Grécia acentuará as tensões no sistema bancário europeu e forçarão o Banco Central Europeu (BCE) a reiniciar suas operações de refinanciamento de longo prazo e reduzir pela metade suas taxas de juros, para 0,5%, segundo Saunders. Isso também estimulará pacotes adicionais para Portugal, Irlanda, Espanha, e apoio oficial de compra para títulos do governo espanhol e italiano, acrescentou.

"Nós esperamos que a saída da Grécia será seguida por uma série de respostas políticas destinadas a prevenir um colapso no estilo dominó do sistema bancário e desorganização econômica crescente", declarou o Citigroup.

De acordo com o banco, os efeitos de contágio da saída da Grécia da zona do euro poderão provavelmente ser controlados, no sentido de que nenhum outro país será forçado a deixar a união monetária e que o sistema bancário europeu deverá continuar a funcionar. "Esse resultado seria um feito considerável", ressaltou Saunders.

Mesmo assim, isso não evitará que outros países da zona do euro registrem uma alta dos custos dos empréstimos e fraca disponibilidade de crédito, bem como crescimento econômico decepcionante e receitas governamentais limitas. O resultado será mais excessos fiscais e aumento da dívida entre muitos países da união, disse o economista.

Se a saída da Grécia acontecer, ela não irá acabar com a crise da União Econômica e Monetária, afirmou o Citigroup. As informações são da Dow Jones.





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