Número de empregados na zona do euro tem maior queda desde 2010
Segundo a Eurostat, empregos recuaram 0,5%, ou 699 mil, no 1º trimestre, em comparação com o 1º trimestre de 2011, o maior declínio anual desde o 2º trimestre de 2010
LONDRES - O número de pessoas com emprego nos 17 países da zona do euro registrou no primeiro trimestre a maior queda anual desde o segundo trimestre de 2010. Na comparação com o quarto trimestre de 2011, os empregos também recuaram, mas em um ritmo menor. Combinado com uma desaceleração no crescimento do salário durante o primeiro trimestre, a queda do desemprego sugere que o gasto dos consumidores continuará fraco na zona do euro, tornando improvável um volta para o crescimento.
A agência de estatística da União Europeia (Eurostat) disse que os empregos recuaram 0,5%, ou 699 mil, no primeiro trimestre, em comparação com o primeiro trimestre de 2011, o maior declínio anual desde o segundo trimestre de 2010. O número de pessoas empregadas caiu 277 mil, ou 0,2%, em relação ao último trimestre do ano passado, para 222,9 milhões. O ritmo do declínio foi levemente menor que a queda de 0,3% no quarto trimestre de 2011. A leitura marcou o terceiro mês consecutivo de queda.
O número de empregos na Alemanha subiu 0,5% no primeiro trimestre, ante o trimestre anterior, enquanto o da Espanha caiu 1,2%. Portugal teve queda de 1,1% no número de empregados e a Itália registrou declínio de 0,6%.
O declínio na Espanha foi o maior no primeiro trimestre, mas quando comprado com o mesmo período do ano anterior, a Grécia teve a maior queda no número de empregados, de 8,7%.
Superávit comercial
Uma queda nas importações em abril ajudou a zona do euro a registrar superávit na balança comercial, mas ampliou as preocupações com os níveis de demanda dentro do bloco. Segundo dados da Eurostat, a zona do euro teve superávit comercial de 5,2 bilhões de euros (US$ 6,5 bilhões) em abril, maior do que o superávit de 3,0 bilhões de euros previsto pelos economistas consultados pela Dow Jones.
As importações caíram 3,0% em termos ajustados, enquanto as exportações diminuíram 1,3%. As duas informações ampliam as preocupações com a resistência da economia da zona do euro à crise de dívida da região.
As informações são da Dow Jones.
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