Reino Unido anuncia investigações sobre bancos
Parlamento britânico investigará manipulação das taxas de empréstimo interbancário que sofreram tentativa de fraude pelo Barclays, a chamada taxa Libor
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LONDRES - O governo do Reino Unido vai lançar uma série de investigações para analisar os padrões profissionais do setor bancário e supervisionar as taxas de empréstimo interbancário que o Barclays tentou manipular. "Fraude é um crime em negócios normais, porque não é assim no setor bancário?", questionou o ministro de Finanças britânico, George Osborne, em um pronunciamento ao Parlamento do país.
O comitê de inquérito será liderado por Andrew Tyrie, que é presidente do Comitê de Seleção do Tesouro, e terá poder para tomar depoimentos sob juramento. A análise vai considerar se existem lições a serem aprendidas em termos de transparência, conflitos de interesse e cultura no setor. O objetivo é que o comitê finalize um relatório até o Natal, para que qualquer recomendação seja incluída na nova legislação de reforma bancária.
Separadamente o governo nomeou Martin Wheatley, diretor-gerente da Autoridade de Serviços Financeiros, para liderar uma revisão da estrutura que determina a taxa Libor e as punições para os que abusam dela. O governo também informou que está mudando a lei para garantir que atividades fraudulentas nesse campo possam ser criminalmente processadas.
O Departamento de Fraudes Graves do Reino Unido também vai investigar se os operadores que tentaram manipular a taxa Libor podem ser processados e Osborne afirmou que incentiva o departamento a "usar todas as opções legais disponíveis". Um relatório deverá ser publicado pelo departamento até o fim deste mês.
Mais cedo o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, havia anunciado que o governo criaria um comitê parlamentar de inquérito para investigar o escândalo do Barclays, que na semana passada pagou US$ 453 milhões por ter tentado manipular as taxas de empréstimo interbancárias. O próprio Barclays afirmou que fará uma auditoria independente sobre suas práticas de negócios. O presidente do banco, Marcus Agius, assumiu responsabilidade pelo caso e renunciou ao cargo. As informações são da Dow Jones.
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