Strauss-Kahn renuncia ao cargo de diretor-gerente do FMI
Em um comunicado do FMI, Kahn afirmou que está deixando o posto 'para proteger a instituição'; ele está preso desde sábado acusado da tentativa de estupro a uma camareira
NOVA YORK - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que revitalizou a instituição em um momento importante, renunciou ao cargo em consequência das acusações de abuso sexual que sofreu em Nova York. Em um comunicado divulgado pelo FMI na madrugada desta quinta-feira, Strauss-Kahn afirmou que está deixando o posto "para proteger a instituição".
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Em uma carta para o conselho diretor do FMI, Strauss-Kahn continuou negando que tenha cometido qualquer crime. "Eu gostaria de dizer que eu nego com a maior firmeza possível todas as acusações que foram feitas contra mim", escreveu. "Eu quero devotar toda a minha força, todo o meu tempo e toda a minha energia para provar a minha inocência", acrescentou.
O comunicado divulgado pelo FMI informou que o fundo vai em breve estabelecer um processo para selecionar um novo diretor-gerente. Enquanto isso não acontece, o número dois da instituição, John Lipsky, permanece no comando.
O FMI vai comunicar no futuro próximo o processo do Conselho Executivo para a seleção de um novo diretor-gerente. Enquanto isso, o senhor John Lipsky permanece como diretor-gerente interino. As informações são da Dow Jones.
Veja a íntegra da carta de renúncia de Dominique Strauss-Kahn:
Senhoras e senhores do Conselho:
É com infinita tristeza que me sinto obrigado hoje a apresentar ao Conselho Executivo minha renúncia do cargo de diretor-gerente do FMI.
Nesta hora eu penso primeiro em minha esposa - a quem amo mais do que tudo -, nos meus filhos, na minha família e em meus amigos.
Eu penso também nos meus colegas do fundo. Juntos conquistamos coisas muito importantes nos período de mais de três anos.
A todos, eu quero dizer que nego com a maior firmeza possível todas as acusações que foram feitas contra mim.
Eu quero proteger esta instituição à qual servi com honra e devoção e especialmente - especialmente - quero dedicar toda a minha força, todo o meu tempo e toda a minha energia a provar minha inocência.
Dominique Strauss-Kahn
(Texto atualizado às 12h00)
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