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15 de Abril de 2010

 

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União Europeia espera que novo governo grego continue austeridade

Rascunho do comunicado que sairá depois da reunião de cúpula do bloco europeu sinaliza desejo de que novo governo da Grécia continue as medidas de austeridade e o programa de reforma

23 de maio de 2012 | 13h 41
Danielle Chaves, da Agência Estado

BRUXELAS - Os chefes de estado da União Europeia vão reafirmar o compromisso de proteger a estabilidade financeira na zona do euro e vão expressar o desejo de ver um novo governo na Grécia que continue implementando as duras medidas de austeridade e o programa de reforma, de acordo com um rascunho do comunicado que deverá ser divulgado após a cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas nesta quarta-feira, 23. A reunião de hoje é uma prévia da cúpula forma da União Europeia marcada para junho. 

"Estamos ansiosos pela rápida formação de um novo governo que tome o controle do programa de ajuste e tenha maioria parlamentar suficiente para implementar com determinação as reformas fiscal e estrutural necessárias", diz o rascunho do documento. "Essa é a melhor garantia para um futuro mais próspero da Grécia na zona do euro", acrescenta. As eleições na Grécia deverão acontecer em 17 de junho, depois de a votação de 6 de maio e as negociações realizadas em seguida não conseguirem formar um governo de coalizão.

O rascunho do documento termina observando que os líderes europeus "afirmam o compromisso de proteger a estabilidade financeira na zona do euro e sua integridade". O comunicado, que será finalizado mais tarde, após um jantar entre as autoridades, formará a resposta dos líderes europeus às preocupações com uma saída da Grécia da zona do euro.

Sem acordo

O ministério de Finanças da Grécia afirmou que não houve um acordo entre autoridades da zona do euro em uma recente teleconferência para que países individuais avaliassem as consequências e preparassem planos de contingência para lidar com uma potencial saída do país da zona do euro. Nesta quarta-feira a agência Reuters informou, citando duas fontes, que o Grupo de Trabalho do Eurogrupo decidiu em uma reunião na segunda-feira fazer a recomendação.

"O ministério de Finanças nega categoricamente os relatos que afirmam que durante a teleconferência do Grupo de Trabalho do Eurogrupo em 21 de maio de 2012 ficou decidido que cada país da zona do euro deveria preparar planos de contingência para as potenciais consequências de uma saída da República Helênica do bloco", afirmou o ministério em um comunicado. "Tais relatos não são apenas falsos, como também prejudicam os esforços da República Helênica para solucionar os desafios nessa crítica conjuntura", acrescentou.

Receios de que a Grécia possa ser forçada a sair da zona do euro têm aumentado desde as eleições nacionais inconclusivas de 6 de maio, que deu espaço para partidos políticos que rejeitam o programa de austeridade do país. Novas eleições serão realizadas em 17 de junho.





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