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Índices recuam nos EUA após S&P 500 atingir máxima em 4 anos

21 de agosto de 2012 | 18h 26
RODRIGO CAM - Reuters

OS - As ações norte-americanas fecharam em baixa nesta terça-feira, após o S&P 500 atingir seu maior nível em quatro anos e, em seguida, enfrentar resistência técnica, com investidores realizando lucros depois da recente série de ganhos.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,51 por cento, para 13.203 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,35 por cento, para 1.413 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,29 por cento, para 3.067 pontos.

O S&P 500 atingiu 1.426 pontos, sua maior alta intradia desde maio de 2008, após avançar de forma acumulada nas seis últimas semanas. O volume foi baixo, como o esperado para o final de agosto, e o S&P 500 movimentou-se 0,25 por cento ou mais em apenas três dos últimos 12 pregões.

"Não é incomum encontrar resistência em novas máximas", disse o vice-presidente de investimentos do Wells Capital Management, Jim Paulsen. "Operadores 'brincam' por algum tempo para ver como o mercado se resolverá sozinho", adicionou.

As ações avançaram no início da sessão, e o euro disparou para seu maior nível em sete semanas ante o dólar, impulsionado pela expectativa de o Banco Central Europeu (BCE) adotar medidas para reduzir os custos de financiamento espanhóis e italianos.

Apostas em ações de bancos centrais para apoiar economias em desaceleração ajudaram na alta momentânea dos mercados nos Estados Unidos. Entretanto, os papéis perderam fôlego após a primeira hora de negociação, à medida que operadores realizavam lucros.

A lenta, mas constante, ascensão para uma máxima em quatro anos se devia em parte a uma recente série de dados melhores do que o esperado, incluindo balança de pagamentos, vendas no varejo e diversos números sobre o mercado imobiliário que compensaram uma série anterior de dados desapontadores.

"A economia dos EUA está mostrando sinais de recuperação", avaliou Paulsen.

Ainda assim, o vice-presidente de investimentos afirmou que os principais índices provavelmente se manterão no nível atual até o fim do mês. Ele vê as ações "oscilando próximas a essa máxima até setembro, e então decidiremos se o mercado está realmente avançando ou se ele vai cair".

O Federal Reserve, banco central norte-americano, e o BCE realizarão reuniões separadas em setembro que podem decidir por mais estímulos à recuperação nos EUA e por novas medidas para ajudar a controlar a crise da dívida da zona do euro.



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