Índices recuam nos EUA após S&P 500 atingir máxima em 4 anos
OS - As ações norte-americanas fecharam em baixa nesta terça-feira, após o S&P 500 atingir seu maior nível em quatro anos e, em seguida, enfrentar resistência técnica, com investidores realizando lucros depois da recente série de ganhos.
O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,51 por cento, para 13.203 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,35 por cento, para 1.413 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,29 por cento, para 3.067 pontos.
O S&P 500 atingiu 1.426 pontos, sua maior alta intradia desde maio de 2008, após avançar de forma acumulada nas seis últimas semanas. O volume foi baixo, como o esperado para o final de agosto, e o S&P 500 movimentou-se 0,25 por cento ou mais em apenas três dos últimos 12 pregões.
"Não é incomum encontrar resistência em novas máximas", disse o vice-presidente de investimentos do Wells Capital Management, Jim Paulsen. "Operadores 'brincam' por algum tempo para ver como o mercado se resolverá sozinho", adicionou.
As ações avançaram no início da sessão, e o euro disparou para seu maior nível em sete semanas ante o dólar, impulsionado pela expectativa de o Banco Central Europeu (BCE) adotar medidas para reduzir os custos de financiamento espanhóis e italianos.
Apostas em ações de bancos centrais para apoiar economias em desaceleração ajudaram na alta momentânea dos mercados nos Estados Unidos. Entretanto, os papéis perderam fôlego após a primeira hora de negociação, à medida que operadores realizavam lucros.
A lenta, mas constante, ascensão para uma máxima em quatro anos se devia em parte a uma recente série de dados melhores do que o esperado, incluindo balança de pagamentos, vendas no varejo e diversos números sobre o mercado imobiliário que compensaram uma série anterior de dados desapontadores.
"A economia dos EUA está mostrando sinais de recuperação", avaliou Paulsen.
Ainda assim, o vice-presidente de investimentos afirmou que os principais índices provavelmente se manterão no nível atual até o fim do mês. Ele vê as ações "oscilando próximas a essa máxima até setembro, e então decidiremos se o mercado está realmente avançando ou se ele vai cair".
O Federal Reserve, banco central norte-americano, e o BCE realizarão reuniões separadas em setembro que podem decidir por mais estímulos à recuperação nos EUA e por novas medidas para ajudar a controlar a crise da dívida da zona do euro.
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 22:09 Reajuste em SP apressa votação ...
- 21:53 Lula: Brasil será a 5ª economia do mundo ...
- 21:46 Lula destaca políticas de integração ...
- 21:45 Lula: apoio africano foi fundamental ...
- 21:33 Multa de FGTS pode não valer para doméstica
- 20:40 Minuta de aeroportos vai a consulta ...
- 20:37 Confaz regulamenta resolução de ICMS ...
- 20:18 Relator propõe fim da multa do FGTS ...
- 20:12 Presidente da Infraero nega atraso ...
- 19:25 Reajuste de ônibus e metrô em SP ...









