Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'A crise pode até ser maior do que nos anos 30', diz Meirelles

Ministro da Fazenda afirma que o Brasil vive a crise mais intensa de sua história, e que o governo em exercício está tomando 'medidas concretas' para solucioná-la

CARLA ARAÚJO, IDIANA TOMAZELLI E TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2016 | 12h43

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil enfrenta a crise mais intensa de sua história e que não será uma surpresa se o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano for o maior desde que começou a contabilidade nacional no País. Em discurso durante evento no Palácio do Planalto, porém, Meirelles disse que o governo em exercício está tomando “medidas concretas”, avaliando as razões da crise para solucioná-la.

“Estamos vivendo crise mais intensa da história do Brasil. Vamos aguardar, mas não será surpresa se contração deste ano for a mais intensa desde que PIB começou a ser medido no início do século 20, até maior do que nos anos 30. É uma crise que gerou 11 milhões de desempregados. Então, nós temos que reverter esse processo”, afirmou Meirelles.

O ministro destacou que o governo vem trabalhando para realizar um diagnóstico correto e preciso da situação da economia e do que levou o País a esta situação. Isso porque, segundo ele, diagnósticos equivocados no passado “levaram a erros e causaram consequências graves à economia”.

“Os senhores ouvem hoje um novo discurso, um novo tom, uma nova direção. Direção que pretende de fato alterar o curso da economia brasileira, visando de fato a ter crescimento, mais oportunidade, maior renda. São intenções declaradas por todos os governos, mas este governo está tomando medidas concretas, avaliando as razões para a crise e proporcionar um crescimento sustentável para o Brasil nas próximas décadas”, disse Meirelles.

Mais cedo, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse no mesmo evento com empresários que a solução da crise não passa pelo aumento de impostos. Meirelles disse que a equipe econômica vai “olhar por trás disso” para detectar os efeitos do aumento de impostos na economia. 

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